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Bovespa fecha em queda de 0,15%; dólar sobe 1,18%

As notícias que beneficiaram a recuperação das bolsas internacionais foram as mesmas que puxaram os preços das commodities (matérias-primas) para baixo e, por tabela, levaram a Bovespa a interromper três sessões seguidas de elevação. Guiado por Petrobras, Vale e siderúrgicas, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou a sexta-feira com ligeira baixa, de 0,15%, mas conseguiu garantir alta de 2,96% na semana.

Redação com agências |


O Ibovespa fechou o dia em 55.850,1 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 55.202 pontos (-1,31%) e a máxima de 56.430 pontos (+0,89%). No mês, ainda acumula perdas de 6,14% e, no ano, de 12,58%.

A Bolsa doméstica foi influenciada pela venda principalmente de papéis ligados às commodities, que terminaram em baixa após notícias que fortaleceram a moeda norte-americana. Os investidores gostaram da informação de que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul estuda a possibilidade de fazer uma oferta pelo Lehman Brothers, e também do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no qual ele afirmou que a taxa básica de juros da economia norte-americana não deve subir.

Com isso, nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,73%, o S&P avançou 1,13% e o Nasdaq teve alta de 1,44%. Com a queda do dólar, o petróleo também recuou e ajudou a garantir os ganhos das bolsas nos EUA. O petróleo negociado em Nova York encerrou cotado a US$ 114,59 por barril, em baixa de 5,44%, ou US$ 6,59, a maior queda dos preços em termos de dólar desde janeiro de 1991. A notícia do Lehman beneficiou a recuperação do setor financeiro, também favorecidas pelas declarações de Bernanke.

Os bancos brasileiros foram contagiados pela recuperação do setor no exterior e subiram. Bradesco PN fechou em alta de 0,60%, Itaú PN e Banco do Brasil ON ganharam 0,90% cada e Unibanco units avançaram 1,42%.

A agenda desta sexta-feira foi fraca e, embora as condições macroeconômicas não tenham se alterado, o dinheiro estrangeiro ainda não voltou. Isso significa que está sendo mais lento o processo de recuperação da Bovespa. O giro somou apenas R$ 3,376 bilhões - o menor valor do mês, cuja média diária já é baixa, de R$ 5,265 bilhões. "É preciso que o dinheiro volte para que a recuperação da Bolsa seja firme", comentou um operador.

Para a próxima semana, as mesmas variáveis que vêm permeando o cenário internacional continuam em cena, como commodities e crise norte-americana. Serão conhecidos indicadores relevantes nos Estados Unidos. Um diferencial a favor da alta dos papéis pode ser o pacote que o governo do Japão está finalizando para ajudar a economia do país e, por tabela, do mundo.

Dólar

A queda do preço das commodities e a valorização do dólar no mercado internacional interromperam a sequência de baixas da moeda norte-americana no Brasil. O dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 1,629 real, com alta de 1,18%.  Apesar do avanço nesta sessão, a divisa acumulou queda de 0,61% na semana.

A recuperação do dólar diante do real foi provocada pelo movimento das commodities, afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer. No final da tarde, o índice Reuters-Jefferies com a cotação das principais matérias-primas exibia baixa de quase 3%.

Segundo Milton Mota, operador de câmbio da corretora SLW, não houve notícias no mercado interno que justificassem a alta da moeda norte-americana. "É mais um ajuste", afirmou.

A queda das commodities anulou o movimento da véspera e deu fôlego à expectativa de uma recuperação do dólar após vários anos de enfraquecimento. Nesta sexta-feira, o megainvestidor Warren Buffett -considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes - disse que não mantém mais nenhuma aposta na desvalorização do dólar.

"A tendência de alta do dólar (no mercado internacional), em uma visão de prazo mais longo, continua intacta", escreveram em relatório analistas do banco BNP Paribas.

Diante de uma cesta com as principais moedas internacionais, como euro e iene, o dólar caminhava para a maior alta mensal em mais de uma década.

A perspectiva para o Brasil é um pouco diferente, porém, devido principalmente ao patamar do juro, que atrai investidores interessados em operações de arbitragem.

"A tendência efetiva é do retrocesso do preço (do dólar) ao piso de R$ 1,60", avaliou Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, lembrando que os estrangeiros desmontaram ao longo da semana praticamente toda a aposta que mantinham no mercado futuro a favor da alta do dólar no Brasil.

O Banco Central fez um leilão de compra de dólares na última hora de negócios, com taxa de corte a R$ 1,6255. Somente uma das propostas divulgadas foi aceita, segundo um operador de câmbio.  

Com informações da Agência Estado e da Reuters

 

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