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Bovespa fecha em baixa de 3,77% e zera ganhos do mês

O tombo de mais de 3% hoje apagou qualquer vestígio de ganhos na Bovespa, que agora acumula, em novembro, desempenho negativo. A queda de hoje teve inspiração no mercado externo, onde uma onda de vendas se alastrou da Ásia para a Europa, Estados Unidos e levou junto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira.

Agência Estado |

Os números fracos da economia real que pipocam pelo mundo e os indícios de que o pior ainda não apareceu justificaram o comportamento do mercado.

O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 3,77%, aos 36.361,91 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 35.387 pontos (-6,35%) e a máxima de 37.786 pontos (estabilidade). Com o resultado de hoje, o índice passou a acumular queda em novembro, de 2,4%. No ano, o desempenho está negativo em 43,08%. O giro financeiro totalizou R$ 3,97 bilhões.

Segundo um experiente profissional de renda fixa de um banco doméstico, os investidores reagiram hoje aos indicadores ruins da economia real que vêm sendo conhecidos em todo o mundo. "Os dados já divulgados são fracos e tudo indica que eles ainda devem piorar nos próximos meses", comentou ao lembrar de alguns que saíram hoje.

No Japão, por exemplo, a montadora Toyota, que durante muito tempo foi considerada imune à queda das vendas de automóveis nos EUA, disse que seu lucro despencou quase 70% no último trimestre, para o pior nível pelo menos desde abril de 2002. A produtora chinesa de alumina e alumínio Chalco e a siderúrgica alemã Salzgitter anunciaram cortes de produção superiores a 30%. No Brasil, o setor automotivo informou que as vendas em outubro foram 11% menores do que em setembro - embora o patamar seja bastante elevado e ainda não se configure uma crise.

Com a recessão na esquina, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) cortaram suas taxas de juros. Mas enquanto o BCE seguiu o roteiro e reduziu a taxa em 0,50 ponto porcentual, para 3,25% ao ano, o BoE surpreendeu e anunciou 1,5 ponto porcentual de baixa, de 4,5% para 3% ao ano. Após o anúncio do BoE, as bolsas européias tiveram uma reação favorável, mas o fôlego não durou e os índices fecharam com quedas firmes: o de Londres caiu 5,7%, o de Paris cedeu 6,38% e o de Frankfurt recuou 6,84%.

Na releitura, os investidores interpretaram os cortes como sinal de que as condições da economia da região são piores do que se esperava. E a explicação, segundo Simon Ward, economista da New Star Asset Management, é a de que, embora uma ação drástica se justifique, "há risco de a munição acabar muito rapidamente". Isso vale principalmente para o corte agressivo do BoE.

Em Wall Street, os índices registravam quedas elevadas, refletindo a preocupação dos investidores após uma nova rodada de fracos indicadores: aumento no número de trabalhadores beneficiados pelo seguro-desemprego e declínio nas vendas de grande parte das empresas varejistas nos EUA. "O próximo passo para os mercados é determinar a duração e a profundidade da crise econômica. Os dados não precisam melhorar para provocar um rali, precisam apenas parar de piorar", disse Tony Crescenzi, estrategista de mercado de bônus do Miller Tabak & Co. Às 18h18, o Dow Jones caía 4,54%, o S&P, 4,61% e o Nasdaq, 3,65%.

Ações

No Brasil, a queda das bolsas norte-americanas, do petróleo e dos metais básicos prejudicou a bolsa, que além da baixa das ações que normalmente carregam o índice também sentiu a retração de papéis que sinalizam os efeitos na economia real da crise, como a construção civil. Três das quatro maiores quedas do Ibovespa hoje foram desse setor. Gafisa ON derreteu 19,09%, Cyrela ON perdeu 17,80% e Rossi Residencial recuou 8,75%. A queda dos papéis de maior peso no índice também não foi pequena: Petrobras PN caiu 5,57% e Vale PNA declinou 3,76%.

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