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Bovespa fecha em alta expressiva; dólar encerra em queda

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até ensaiou uma realização de lucros, favorecida pela leva de indicadores ruins divulgados nos Estados Unidos hoje. Mas, com a melhora das Bolsas em Nova York no período da tarde e a contínua recuperação dos papéis da Vale, o índice Bovespa sustentou-se em alta firme até o fechamento, ainda ajudada pelas ações da Petrobras e do setor bancário.

Redação com agências |

 

O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 2,44%, aos 41.108 pontos.

Nestas três sessões de ganhos, o Ibovespa acumulou alta de 6,31%. No mês, a alta é de 4,6% e, no ano, 9,48%.

De novo hoje as ações da Vale subiram, ainda com as justificativas da véspera: notícias de estoques baixos de minérios na China, com perspectiva de retomada da demanda, e de aumento no frete. Os metais básicos, entretanto, recuaram no mercado externo e não serviram de suporte nesta quinta-feira. A ação ordinária (ON) da Valeu subiu 4,35% e a preferencial classe A (PNA) avançou 4,33%.

As compras em Vale novamente foram favorecida pela ação dos investidores estrangeiros, que ainda aproveitaram a recuperação em Wall Street para comprar também papéis da Petrobras. Em boa parte da sessão, as ações da estatal petrolífera recuaram, acompanhando o comportamento do petróleo no mercado externo. Mas também a matéria-prima (commodity) virou para cima, fechando em alta de 2,11% a US$ 41,17.

A Petrobras confirmou a emissão de bônus de dez anos no mercado externo, ocorrida ontem, no valor de US$ 1,5 bilhão, com yield de 8,125%. Petrobras ON subiu 1,09% e PN, 1,17%.

A recuperação da Bovespa hoje também contou com a ajuda do setor financeiro, que subiu em bloco, acompanhando a trégua dos papéis do mesmo segmento em Nova York, e das siderúrgicas, embora estas com menos vigor do que na véspera.

Em Nova York, as bolsas passaram a subir no início da tarde favorecidos pela ligeira melhora das ações dos bancos, com os investidores deixando um pouco de lado os dados ruins divulgados durante a manhã e que pesaram sobre a abertura dos negócios. Papéis de consumo, como da Wal-Mart, e de algumas empresas de tecnologia também ajudavam.

A iminente votação do pacote de ajuda financeira do governo Obama na Congresso dos Estados Unidos também foi citado pela sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, como um ponto a favor da alta das Bolsas hoje. Há chance de a ajuda ser votada nesta quinta-feira, porém nada ainda está certo.

Mas mesmo se houver a aprovação do pacote, ele será digerido, amanhã, junto com os dados do relatório do mercado de trabalho de janeiro. A previsão é de que o documento apresente 525 mil vagas a menos, projeção reforçada com os últimos dados ruins do mercado de trabalho. Hoje, por exemplo, saiu o resultado dos pedidos de auxílio-desemprego feitos nos EUA na semana encerrada no último sábado (dia 31), que subiram 35 mil na última semana, enquanto as previsões eram de alta de 2 mil.

Dólar

Depois de uma abertura instável, o dólar passou a perder valor e encerrou os negócios desta quinta-feira em queda ante o real, abaixo de R$ 2,30.

A moeda americana registrou queda de 1,17%, e encerrou o pregão cotado a R$ 2,285. Esta foi a terceira sessão seguida de queda do dólar ante o real.

Após apresentar queda nos primeiros negócios, o dólar inverteu o movimento com a piora das bolsas de valores diante da divulgação de que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos atingiram o maior patamar em 26 anos.

Mas, durante a tarde, o dólar voltou a cair, atrelado à recuperação das bolsas de valores nos EUA e no Brasil.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, mencionou as expectativas dos investidores com o pacote de estímulo econômico do presidente norte-americano, Barack Obama, e com uma melhora da situação das instituições financeiras.

No final da tarde, os principais índices acionários norte-americanos subiam mais de 1%, impulsionados por rumores de que os EUA podem suspender a regra de marcação a mercado para estimular o setor financeiro.

Além disso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou nesta sessão que está pronto para oferecer até US$ 36 bilhões a empresas brasileiras com dívidas no exterior. Ele acredita, no entanto, que a demanda pelos recursos das reservas internacionais ficará ao redor de US$ 20 bilhões.

As empresas que precisarem dos recursos vão negociar as condições para um empréstimo com um dos bancos brasileiros autorizados a fazer a operação com o BC.

(Com informações da Reuters, Valor Online e Agência Estado)

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