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Bovespa fecha em alta de 5,48% com melhora em NY

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve dois comportamentos distintos durante o pregão desta quinta-feira: um registrado na primeira e na última hora do pregão e outro entre estes dois períodos. A ação coordenada pelos seis principais bancos centrais do mundo proporcionou uma arrancada às ações domésticas logo na abertura, mas o vigor não se sustentou, dando espaço para uma volatilidade elevada, acompanhando Wall Street.

Agência Estado |

Mas as Bolsas norte-americanas dispararam no final da sessão, levando o índice Bovespa a fechar com a terceira maior alta porcentual de 2008.

O Ibovespa subiu 5,48%, variação que só perdeu para 24 de janeiro deste ano (alta de 5,95%) e 30 de abril (ganho de 6,33%). Fechou o dia hoje em 48.428 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 45.295 pontos (-1,34%) e a máxima de 49.002 pontos (+6,74%). As perdas em setembro foram reduzidas a -13,02% e as de 2008 a -24,20%. O volume financeiro foi expressivo e totalizou R$ 7,5 bilhões (preliminar).

Em Wall Street, os índices terminaram com ganhos de 3,86% (Dow Jones) e 4,78% (Nasdaq), puxados pelo segmento financeiro. Duas notícias causaram euforia nos negócios. Uma delas foi o suposto plano para a criação de um fundo do governo dos EUA para assumir as dívidas podres dos bancos e as iniciativas para limitar as vendas a descoberto dos papéis financeiros. Segundo a cadeia de notícias CNBC, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, está trabalhando na criação de uma facilidade do governo para assumir dívidas podres das instituições financeiras. A facilidade será semelhante à Resolution Trust Corporation, criada no fim dos anos 1980 para assumir os ativos das instituições de poupança que atravessavam forte crise, acrescentaram as fontes.

A outra notícia é de que o Calpers, fundo de pensão dos servidores públicos da Califórnia e o maior dos EUA, anunciou que a partir desta quinta-feira não irá mais emprestar ações do Goldman Sachs e do Morgan Stanley. O objetivo é coibir vendas a descoberto dos papéis, cuja reação ao anúncio foi imediata: de queda passaram a ganhos e reforçaram a participação do setor da reversão das bolsas.

Ontem, o fundo de pensão dos professores da Califórnia (Calstrs) já havia decidido interromper o empréstimo de ações do Goldman e do Morgan. Em seguida, o fundo enviou carta a outros 60 fundos de pensão, pedindo que eles fizessem o mesmo. A Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) divulgou novas regras para coibir a venda a descoberto de ações de todas as empresas negociadas em bolsa. As regras entraram em vigor nesta quinta-feira.

Além da notícia do Calpers, as bolsas ainda contaram hoje com a injeção de liquidez orquestrada pelos seis principais bancos centrais do globo (Fed, Banco da Inglaterra, Banco Central Europeu, Banco do Japão, Bancos da Suíça e do Canadá), ação que não minimizou os temores nas bolsas asiáticas e européias, que recuaram.

No Brasil, a recuperação da Bovespa ainda encontrou um terreno favorável, com os preços baratos depois do tombo de 6,74% de ontem e também após o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ter anunciado que a instituição vai promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura, com o objetivo de corrigir distorções de liquidez no mercado de câmbio. O dólar disparou hoje com a falta de vendedores e atingiu R$ 1,962 na máxima do dia, recuando no fechamento a R$ 1,93.

Com tudo isso, e ainda com a alta do petróleo no mercado externo - o contrato para outubro subiu 0,74%, para US$ 97,88 - as ações da Petrobras conduziram a guinada do Ibovespa. Petrobras ON avançou 7,06% e PN, 8,05%, esta com giro de R$ 1,291 bilhão. Vale ON teve alta de 7,28% e PNA, de 7,45%. Os ganhos também foram desta magnitude nos setores siderúrgico e bancário.

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