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Bovespa fecha em alta de 2,22%; dólar sobe

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) renovou as máximas no final do pregrão e fechou a sexta-feira em alta de 2,22%, aos 39.373 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou um ganho de 11,4%, contabilizando uma valorização de 7,59% no mês. No ano, contudo, registra perdas de 38,37%.

Redação com agências |


A volatilidade continuou sendo a tônica dos negócios na Bovespa, mas, após uma abertura mais negativa, o pregão brasileiro firmou-se em território positivo à tarde, pegando embalo na reação das bolsas nos Estados Unidos - embora Wall Street ainda fosse oscilar entre os campos positivo e negativo.

Em Nova York, os índices acionários continuaram à mercê do noticiário e das incertezas relacionados ao futuro das montadoras norte-americanas, o que se refletiu nas operações domésticas.

De acordo com Paulo Rebuzzi, da corretora Ativa S.A., o noticiário sobre a ajuda, ou não, para as montadoras de Detroit foi, sem dúvida, o que moveu o mercado. O profissional aguardava uma abertura na Bovespa muito pior do que aconteceu, justamente por causa do fracasso de um acordo no Senado dos EUA na noite de quinta-feira sobre um pacote de socorro às empresas.

A perspectiva de que essas companhias podem ser "grandes demais para quebrar" e de que um plano saia a qualquer momento, porém, impediu isso, notou.

Por volta do meio-dia, a Casa Branca informou que estuda utilizar o Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) de US$ 700 bilhões para evitar o colapso do setor automotivo norte-americano. Depois, o Tesouro dos EUA disse que está pronto para ajudar as montadoras, segundo comunicado enviado pela porta-voz Brooklyn McLaughlin a agências internacionais.

A melhora do Ibovespa também encontrou suporte na diminuição da queda dos preços do petróleo, em razão do efeito positivo sobre as ações da Petrobras. Após cair 7,46% na mínima do dia, a US$ 44,40, o petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) encerrou o dia a US$ 46,28, em baixa de 3,54%. Na máxima do dia, chegou a US$ 47,15 (-1,73%).

Isso permitiu que as ações PN da Petrobras - que respondem pela maior fatia do índice brasileiro - terminassem o dia em alta de 1,21%. As ações ON da estatal fecharam com elevação de 2,49%. Merece destaque o desempenho semanal das ações da Petrobras: a PN ganhou 24,45% e a ON, 28,37%.

Vale lembrar que esta semana antecedeu o vencimento de opções sobre ações que acontece na próxima segunda-feira, e os papéis da estatal costumam estar entre os mais líquidos do exercício.

Outras com expressiva liquidez nos vencimentos de opções, a Vale apresentou um comportamento mais tímido na sessão de hoje, mas não no acumulado da semana. No caso das ações PNA, subiram 1,13% nesta sexta-feira, acumulando ganho de 16,51% na semana. Vale ON apreciou-se 0,36% e 19,79%, respectivamente.

Os comportamentos das ações da Petrobras e Vale referendam a percepção dos profissionais do mercado e dos próprios dados da Bovespa sobre a presença de capital estrangeiro nos negócios. Nesta semana, a Bolsa registrou a entrada de R$ 874,321 milhões em capital externo no dia 8 e de R$ 315,689 milhões no dia 9.

Dólar

Após o leilão de venda de moeda do Banco Central e em sintonia com a ampliação dos ganhos da Bovespa, o dólar fechou a sexta-feira em alta de 0,77%, cotado a R$ 2,366. Na semana, a divisa acumulou queda de 4,6%.

Segundo um operador de câmbio de uma instituição estrangeira, o dólar operou em terreno positivo desde a abertura, pressionado pela alta externa da moeda americana em meio à expectativa dos investidores sobre estudo da Casa Branca de opções para ajudar o setor automotivo dos EUA.

Na quinta-feira, as negociações do Senado sobre a proposta para aprovar um plano de auxílio às montadoras fracassaram. A sinalização da Casa Branca às montadoras hoje trouxe esperança aos investidores, que voltaram a comprar ações amparando leve melhora das bolsas norte-americanas.

No mercado doméstico, o leilão do Banco Central e a fixação de uma taxa de corte na operação inferior ao valor do dólar no mercado à vista favoreceram a desaceleração da moeda norte-americana, afirmou a fonte.

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