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A recuperação de preço das matérias-primas permitiu à Bovespa interromper uma seqüência de três quedas seguidas e fechar com alta firme, superior a 2%. As ações da Petrobras e da Vale guiaram as ordens de compras, que ainda foram firmes em siderúrgicas e bancos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou o pregão em alta de 2,13%, aos 55.519,2 pontos. mês, ainda acumula perdas, de 6,70% e, no ano, de 13,10%.


O Ibovespa oscilou entre a mínima de 54.366 pontos (+0,01%) e a máxima de 55.591 pontos (+2,27%). O giro financeiro totalizou R$ 3,583 bilhões, abaixo da média diária de agosto (que também já está mais baixa do que nos últimos meses e soma R$ 4,904 bilhões até ontem, segundo o site da Bovespa).

As ações da Petrobras subiram na esteira do avanço do preço do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 1,62%, para US$ 118,15 o barril, com as preocupações sobre o avanço da tempestade Gustav para o Golfo do México, onde há várias instalações de petróleo e gás. Petrobras ON subiu 2,83% e PN, 2,95%.

As commodities metálicas também avançaram no mercado internacional e levaram as ações da Vale a fechar na máxima do dia, com variação de 3,27% as ON e de 4,03% as PNA. Os setores siderúrgico e bancário acompanharam a recuperação em bloco e com altas bastante firmes. Foram destaque Banco do Brasil ON, com +5,41%, e Metalúrgica Gerdau PN, com +3,84%. Hoje, o Citigroup elevou a recomendação de neutra para "overweight" (acima da média) do setor bancário, ajudando a influenciar a alta dos papéis.

Nos EUA, o índice de ações Dow Jones terminou em alta de 0,79%, o S&P avançou 0,80% e o Nasdaq terminou com variação positiva de 0,87%. Os ganhos foram sustentados pelo indicador positivo de encomendas de bens duráveis, vigor das ações do setor financeiro e percepção de que a alta do petróleo é temporária, à luz das condições de tempestade tropical no Golfo do México.

O Departamento do Comércio informou pela manhã que as encomendas de bens duráveis nos EUA inesperadamente subiram 1,3% em julho, ante expectativa dos economistas de queda de 0,4%. Também agradou a declaração do dirigente da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Atlanta, Dennis Lockhart, que previu hoje que a inflação norte-americana deverá ceder a partir do próximos meses.

Para esta quinta-feira, a apenas dois pregões do término de agosto, os investidores podem intensificar as compras para garantir melhor desempenho a suas carteiras. Mas isso apenas se os indicadores que serão conhecidos, principalmente nos Estados Unidos, e as commodities deixarem.

Dólar

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, seguindo os movimentos dos mercados internacionais e aproveitando o bom humor na Bolsa de Valores de São Paulo. A moeda americana caiu 0,61% e ficou cotada a R$ 1,622. Apesar da queda nas duas últimas sessões, a divisa ainda acumula alta de 3,77% neste mês.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, o mercado cambial está bastante ligado ao cenário externo reagindo pontualmente a notícias e indicadores.

"O mercado (doméstico) está lastreado às commodities, ao euro e ao (movimento do) dólar (frente a outras moedas)", disse o gerente, explicando que qualquer impacto nesses ativos é dispersado nos outros.

"Esta instabilidade nos Estados Unidos tem gerado uma gangorra aqui. Toda vez que sai algum índice, balança essa gangorra", disse Galhardo, acrescentando que o investidor tem evitado se posicionar de forma mais expressiva nos mercados futuros.

Dados da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) mostram que os investidores montaram posições líquidas compradas de aproximadamente US$ 9 bilhões na primeira quinzena de agosto. Mas tal posição vem sendo desmontada e somam atualmente apenas US$ 192 milhões.

Em relatório, Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, explica esse movimento afirmando que "as oscilações ocorridas ao longo de julho decorreram de 'especulação' nos derivativos contra o dólar, postura que foi revertida e substituída por 'especulação' contra o real" em agosto, justificando parte do avanço da moeda norte-americana acumulado neste mês.

Para Nehme, o mercado não tem mais força para impulsionar o dólar e deve retornar lentamente ao patamar de R$ 1,60.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu a taxa de corte a R$ 1,6214.

Com informações da Agência Estado e da Reuters

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