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Bovespa fecha em alta de 1,68% com ajuda de Petrobras

A manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos em 2% ao ano e os rumores de que um acordo para salvar a gigante de seguros AIG está no forno salvaram as Bolsas norte-americanas e a brasileira de mais um pregão de enormes perdas. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), seguindo o comportamento visto na Ásia e na Europa no começo do dia, chegou a tombar mais de 4% pela manhã, mas conseguiu recuperar-se e fechar em terreno positivo, ajudada principalmente pela recuperação dos papéis da Petrobras e Vale.

Agência Estado |

As ações de siderúrgicas, que caíram na maior parte do pregão, também viraram no final da tarde e deram gás às ordens de compras.

O índice Bovespa (Ibovespa) subiu 1,68%, aos 49.228,92 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 46.261 pontos (-4,45%) e a máxima de 49.313 pontos (+1,85%). No mês, as perdas foram ligeiramente reduzidas para -11,59% e, no ano, para -22,94%. O giro de negócios na Bolsa totalizou hoje R$ 6,464 bilhões (preliminar). Ontem o Ibovespa havia despencado 7,59%, a maior queda desde 11 de setembro de 2001.

As condições mais delicadas do mercado global de crédito após o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America (BofA) e os problemas de caixa da seguradora AIG levaram os investidores a apostarem em uníssono por um corte da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano). Mas, em seu encontro regular de hoje, a redução dos juros não veio. A reação imediata dos mercados foi aprofundar as perdas ou devolver os ganhos - dependendo do sinal em que se encontravam os ativos. Mas a segunda leitura acabou sendo positiva: de acordo com analistas, o Fed deu sinais de que sabe mais do que os outros e, por isso, não precisou cortar os juros para enfrentar o aprofundamento da crise.

Assim, na releitura, as bolsas subiram, nos Estados Unidos e também na Bovespa, ainda influenciadas pela iminência de um acordo para salvar a maior seguradora dos Estados Unidos. À tarde, os rumores eram de que o Fed injetaria dinheiro na instituição, mas a autoridade monetária recusou-se a comentar a informação. Mas, para o mercado, rumores são mais do que suficientes para mobilizar montagem ou zeragem de posições.

Outra notícia que também deu um certo alívio aos negócios hoje foi a de que o banco britânico Barclays comprará a unidade de mercado de capitais do Lehman Brothers. O banco britânico era um dos que negociavam, no final de semana, a aquisição do quarto maior banco de investimentos dos EUA, mas declinou pela falta de ajuda financeira pelo governo norte-americano. Mas continuou a negociar para agora arrematar parte do ativo.

Wall Street, assim, subiu mais de 1%. O índice Dow Jones fechou em alta de 1,30%, aos 11.059,02 pontos, o S&P 500 avançou 1,75%, para 1.213,60 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 1,28%, aos 2.207,90 pontos. As bolsas européias, que fecharam antes da decisão do Fed sobre juros e dos rumores sobre AIG, não tiveram a mesma sorte e, seguindo a Ásia, tiveram mais um dia de perdas expressivas. O mercado londrino fechou em queda de 3,53%, Paris perdeu 1,96% e Frankfurt caiu 1,63%.

Na Ásia, onde alguns mercados não funcionaram ontem por causa de feriado, as perdas foram igualmente graves. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 5,44% e terminou aos 18.300,61 pontos, o pior fechamento desde 27 de outubro de 2006. Na Bolsa de Taipé, o índice Taiwan Weighted perdeu 4,9% e encerrou aos 5.756,59 pontos, o pior fechamento desde 28 de outubro de 2005. O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, encerrou no menor nível desde março de 2007, com uma perda de 90,17 pontos, ou 6,1%, aos 1.387,75 pontos.

Antes que o mercado melhorasse, à tarde, alguns dos bancos centrais do mundo injetaram liquidez no sistema, para fazer frente à demanda por recursos pelas instituições financeiras. A ação aconteceu no Japão, Austrália, zona do euro, Suíça e Reino Unido, e também contou com a mão do Federal Reserve. O mesmo Fed que, à tarde, manteve o juro inalterado, alegando ainda preocupação com os riscos de inflação, embora tenha destacado sua preocupação com os temores econômicos que se intensificaram com o colapso do Lehman.

Agora, o mercado vai aguardar um desfecho para a AIG, que tem que sair até amanhã, segundo analistas. "Se isso não acontecer, o estresse volta e a crise se agravará de novo", comentou um gestor de renda variável em São Paulo.

Com a melhora em Wall Street, as ações da Petrobras, que foram exceção de ganhos nos momentos ruins da Bovespa, ampliaram os ganhos e conduziram a virada da Bolsa. As ações ordinárias (ON) da estatal de petróleo avançaram 5,74% e as preferenciais (PN), 5,03%, a despeito da queda do petróleo - em Nova York, o contrato futuro com vencimento em outubro perdeu 4,76%, para US$ 91,15 o barril. Vale ON subiu 2,57% e PNA, 3,75%.

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