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Bovespa fecha em alta de 1,55%; dólar sobe 0,77%

Depois de três pregões seguidos de quedas, a Bovespa finalmente voltou ao terreno positivo nesta terça-feira, favorecida pela recuperação das bolsas internacionais e pela decisão dentro do previsto do banco central dos Estados Unidos. O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,55%, aos 56.470,6 pontos.

Redação com agências |


O petróleo pesou sobre as ações da Petrobras e acabou diminuindo os ganhos do principal índice doméstico - mas as aéreas dispararam pela mesma razão.

Vale também oscilou muito ao longo do dia e chegou a registrar perdas fortes, assim como siderúrgicas, mas, no final, os papéis conseguiram voltar ao azul e favorecer um fechamento mais robusto para a bolsa.

 Oscilou entre a mínima de 55.609 pontos (estabilidade) e a máxima de 56.974 pontos (+2,45%). No mês, tem perdas de 5,10% e, no ano, de 11,61%. O volume financeiro totalizou R$ 5,419 bilhões.

O evento mais aguardado do pregão era o término da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC americano), com conseqüente anúncio da taxa básica de juros dos EUA. E o resultado veio dentro do previsto: a taxa se manteve em 2% ao ano, com 10 votos a favor e um por uma elevação.

O comunicado, que muitos previam que ia ser alterado neste encontro, trouxe mais do mesmo. O que não significa pouco: as preocupações da autoridade monetária continuam voltadas para a perspectiva altamente incerta para a inflação e a manutenção dos riscos para o crescimento econômico dos EUA.

Como o petróleo caiu, metais preciosos, como ouro e prata, subiram e o índice ISM do setor de serviços veio melhor do que as previsões, as bolsas norte-americanas tiveram alta. O índice de ações Dow Jones terminou o pregão com avanço de 2,94%, o S&P fechou em elevação de 2,87% e o Nasdaq ganhou 2,81% - apenas o Dow Jones não fechou na máxima pontuação do dia.

O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York terminou o dia em US$ 119,17 por barril, menor valor desde 5 de maio, com queda de 1,84%. O recuo foi motivado pela previsão de queda na demanda.

Já o ISM subiu de 48,2 em junho para 49,50 em julho, ante previsão de que ficaria em 48,7. Apesar da alta acima das previsões, o número segue abaixo de 50, o que indica contração da atividade e ameniza qualquer euforia por parte dos investidores.

No Brasil, a despeito do avanço das bolsas norte-americanas e também das européias, as principais ações - Vale e Petrobras - trabalharam o dia todo pressionadas, oscilando grandes momentos de queda e de altas, em função do recuo do preço das matérias-primas (commodities) e da venda de papéis por parte de investidores estrangeiros.

Vale, no entanto, conseguiu recuperar-se no final e fechar em alta, em boa parte diante da expectativa positiva para o balanço que divulga amanhã após o fechamento do mercado. Vale ON subiu 1,07% e Vale PNA, 0,95%.

Petrobras, no entanto, não teve a mesma sorte e pendeu com a queda do petróleo. As ações ON recuaram 1,15% e as PN, 2,10%. Por outro lado, a queda do petróleo levou as companhias aéreas ao topo do ranking de maiores valorizações do Ibovespa no dia. Gol PN subiu 16,18% e TAM PN avançou 7,21%.

A recuperação desta terça não significa uma tendência, já que a perspectiva de continuidade do enfraquecimento nos preços das commodities permanece no foco. A Bovespa, contudo, tem a seu favor a safra de balanços domésticos, para a qual as perspectivas são amplamente favoráveis.

Dólar

Na contramão das bolsas e do cenário externo positivo, a moeda norte-americana teve um pregão de forte alta ante o real nesta terça-feira. A valorização de 0,76%, que levou o dólar comercial para R$ 1,572 na compra e R$ 1,574 na venda, foi a maior observada desde 10 de junho.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) a moeda apresentou valorização de 0,84%, para R$ 1,5755. O volume financeiro somou US$ 338,75 milhões, 36% menor que o observado na segunda-feira.

Segundo o analista de câmbio da Liquidez Corretora, Mário Paiva, a compra de dólares hoje foi pontual e ocorreu por conta de remessas de lucros para o exterior, operação que fica atrativa tendo em vista o baixo nível de taxa dos últimos dias.

Ainda de acordo com o analista, a acentuada venda de ativos de primeira linha na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), leia-se Petrobras e Vale do Rio Doce, também denota esse movimento de levantar caixa no Brasil e mandar o dinheiro para fora. No caso da venda de ações, o investidor conta com outra opção: se reposicionar em taxa de juros.

Segundo Paiva, o mercado de câmbio estava sobrevendido depois do encerramento do mês de julho, com a formação da Ptax (média ponderada da cotação apurada pelo Banco Central e utilizada para a liquidação dos contratos futuros na BM & F) e a operação de compra da IronX (empresa cindida da MMX) pela Anglo American, que colocou cerca de US$ 5 bilhões dentro do país, pressionando a taxa para o patamar de R$ 1,55.

"Tinha muita posição vendida. É natural que a taxa suba um pouco, podendo chegar até a R$ 1,60", afirma o analista.

No entanto, Paiva acredita que tal valorização tem caráter pontual. Passado esse ajuste, o dólar deve voltar a perder valor.

Tal expectativa é apoiada na já elevada e crescente taxa de juros brasileira, que oferece excelente oportunidade de arbitragem. Além disso, a oferta de dólares em âmbito global continua muito elevada.

Com informações da Agência Estado e do Valor Online

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