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Bovespa fecha em alta de 1,01%; dólar cai 0,62%

O avanço dos preços de metais e do petróleo ajudou a Bolsa de Valores de São Paulo a sustentar alta pelo terceiro dia seguido e flertar com o patamar de 56 mil pontos, apesar da pouca força de Wall Street. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a quinta-feira com ganhos de 1,01%, a 55.934 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de R$ 4,6 bilhões.

Redação com agências |


Segundo o analista de investimento da SLW Corretora, Pedro Galdi, as preocupações com o setor financeiro norte-americano e o aumento nas tensões entre Estados Unidos e Rússia, teve impacto direto sobre o preço do dólar o que conseqüentemente puxou as commodities e beneficiou as ações brasileiras.

"Ainda estamos no inverso do resto do mundo", diz Galdi, lembrando que enquanto a valorização das matérias-primas tem impacto positivo para as ações brasileiras, prejudica o restante das economias globais via inflação.

Para o especialista, a valorização dos últimos dias tem caráter técnico, ou seja, não dá para se animar muito. Segundo Galdi, as incertezas seguem elevadas e o fluxo de recursos estrangeiro continua negativo.

Dentro do Ibovespa, o destaque de alta para o papel PN da Petrobras, que ganhou 3,44%, para R$ 35,39. Vale PNA teve o segundo maior volume do dia, avançando 2,37%, para R$ 38,80.

Entre os bancos, o papel PN do Bradesco reverteu as perdas do dia avançando 0,80%, para R$ 30,19, enquanto a ação PN do Itaú caiu 0,73%, para R$ 31,27.

Contribuindo para os ganhos do dia, CSN ON teve valorização de 2,63%, para R$ 55,00, Gerdau PN ganhou 3,05%, para R$ 29,99, e Usiminas PNA avançou 3,40%, para R$ 56,85.

As ações ON da Eletrobrás operaram com destaque durante todo o pregão. Depois de subir mais de 11% pela manhã, o ativo fechou o dia com alta de 2,97%, aos 29,40. A ação refletiu o ressurgimento da história envolvendo o pagamento de bilhões de reais em dividendos. Em comunicado, a estatal disse que negocia o assunto com União, mas que ainda não tem condição de afirmar a data de quitação. A expectativa é de que o pagamento aconteça ainda esse ano.

Em direção contrária ao preço do petróleo, que voltou para cima dos US$ 120 o barril de WTI, as ações do setor aéreo lideram as perdas. Gol PN caiu 3,35%, para R$ 13,82, e TAM PN caiu 3,34%, para R$ 31,51. Net PN, Vivo PN, Braskem PNA e CPFL Energia caíram mais de 2% cada.

Fora do Ibovespa, destaque de alta para a ação ON da LLX Logística, que ganhou 9,56%, para R$ 3,78. O papel ON da MMX Mineração subiu outros 3,92%, para R$ 14,55, hoje, seguindo valorização de mais de 30% ontem, depois que relatórios afirmaram que a companhia pode ser alvo de compra de outras mineradoras.

Na ponta oposta, o papel ON da administradora de shopping centers da BrMalls caiu 5,63%, para R$ 13,40. Perda acentuada também para os BDRs da trading agrícola Agrenco, que recuaram 5,60%, para R$ 1,01.

Dólar

Nesta quinta-feira, o dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo, refletindo a mudança de comportamento dos investidores estrangeiros em uma sessão com volume mais fraco do que nos últimos dias. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,610, em baixa de 0,62%. Com queda de 1,77% na semana, o dólar reduziu a valorização acumulada em agosto para 3%.

Para Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista, a falta de liquidez favoreceu a baixa. "A queda do dólar é a falta de volume. E também, como terça e quarta foram feitas grandes movimentações, alguns estão ajustando, apenas."

Para ele, a baixa teve pouca influência externa, mesmo com a alta de mais de 3% das commodities segundo o índice Reuters-Jefferies. Nos últimos dias, a valorização das matérias-primas foi tida como um fator importante para a queda do dólar em todo o mundo.

O mercado tem refletido também ajustes no mercado futuro, especialmente por estrangeiros. Esses agentes, que no começo do mês abriram na BM&F uma aposta na alta do dólar no Brasil, têm diminuído a posição comprada em derivativos cambiais desde o fim da semana passada.

As posições construídas pelos estrangeiros na BM&F '"devem - aliás, como já estão sendo - ser desmontadas e o preço da moeda americana retornar a R$ 1,60", escreveu Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.

O Banco Central fez um leilão de compra de dólares no fim do dia, com taxa de corte de R$ 1,6120. Foram aceitas duas das propostas divulgadas, segundo um operador.

Com informações do Valor Online e da Reuters

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