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Bovespa fecha em alta de 0,83%; dólar cai e fica cotado a R$ 2,16

SÃO PAULO - O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) terminou a sessão desta sexta-feira em alta de 0,83%, a 36.665 pontos. Pouco antes do fim do pregão, o indicador avançava mais de 2%, mas reduziu parte dos ganhos em meio à primeira entrevista do presidente eleito dos EUA, Barack Obama. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/11/07/wall_street_se_recupera_apesar_de_desemprego_e_perdas_da_gm_2103257.html target=_blankWall Street se recupera, apesar de desemprego e perdas da GM

Redação com agências |

O novo presidente não anunciou nenhum nome da futura administração e afirmou que os EUA precisam de um plano de socorro para a classe média americana. Na primeira semana de novembro e no acumulado do mês o Ibovespa registra perdas de 1,59%.

iG

No ano, o Ibovespa acumula queda de 42,61%. O índice oscilou hoje entre a mínima de 36.297 pontos (-0,18%) e a máxima de 37.716 pontos (+3,72%). O giro financeiro somou R$ 3,519 bilhões.

Dólar

Já o dólar fechou em queda  pressionado por um fluxo de entrada líquida de recursos em meio ao otimismo dos principais mercados acionários globais. A moeda norte-americana caiu 1,91%, a R$ 2,161. Na acumulado da semana, apesar da forte volatilidade registrada no período, a moeda encerrou praticamente estável, com oscilação positiva de 0,05%.

O recuo das cotações ocorreu em meio a um fluxo cambial positivo, a venda de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional pelo Banco Central e um movimento de caça a pechinchas nas bolsas globais. "Há interesse do mercado nos leilões de swap e isso também justifica a aceleração da queda do dólar à tarde", explicou um operador de um banco estrangeiro.

No leilão de hoje, o BC vendeu a oferta integral de 20 mil contratos de swap cambial, equivalentes a cerca de US$ 1 bilhão. Os contratos vendidos têm vencimento em 2 de fevereiro de 2009 e liquidação na segunda-feira da semana que vem (dia 10). A taxa nominal ficou em 5,6404% e a linear, em 5,465%. A cotação mínima ficou em 98,7410.

Do lado externo, pesaram para o declínio do dólar ante o real as altas das bolsas globais e dos preços do petróleo, apesar dos péssimos indicadores e balanços corporativos americanos divulgados hoje.

Emprego nos EUA

O Departamento de Trabalho americano informou que os EUA eliminaram 240 mil vagas de emprego no país, acima dos 200 mil previstos, ampliando para 1,2 milhão o número de postos de trabalho eliminados no ano. A taxa de desemprego nos EUA subiu a 6,5% no mês passado, a maior desde 1994.

Porém, o mercado ampliou os ganhos após a divulgação dos dados sobre estoques no atacado nos EUA, que diminuíram 0,1% em setembro, para um nível sazonalmente ajustado de US$ 444,18 bilhões, no primeiro declínio dos estoques em 11 meses, e contrariou a expectativa média de analistas, que era de alta de 0,4%.

Segundo o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA não poderiam ser diferentes. E dados ruins, na sua opinião, serão constantes no mercado pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem.

Na avaliação de Torres, o grande problema é que o mercado segue sem referencial de preço, por isso de reações exacerbadas tanto de otimismo quanto de pessimismo.

"Não se sabe o preço de venda dos ativos, ou mesmo o preço de reposição de matéria-prima."
Essa situação que perdura faz alguns meses, segundo o especialista, evidencia que ainda falta racionalidade ao mercado. E o sentimento negativo que domina os agentes, aliado a desconfiança, deixa espaço para novos movimentos de baixa na Bovespa. "Tem espaço para novas quedas. A recomendação é uma postura mais conservadora."

(*Com informações da Reuters e Valor Online)

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