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Bovespa fecha em alta de 0,59%; dólar cai 0,79%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ignorou o mau humor externo e recuperou nesta terça-feira uma parte das perdas desta segunda, que levaram o índice ao menor nível de pontos em quase um ano. Os preços atraentes, aliados à alta do petróleo e dos metais básicos, fizeram com que a Bolsa fechasse na contramão dos principais índices acionários globais, em alta de 0,59%, aos 53.638,7 pontos. No mês, ainda acumula perdas de 9,86% e, no ano, de 10,58%. O giro financeiro somou R$ 4,599 bilhões.

Redação com agências |


Na abertura, a Bovespa acompanhou o comportamento dos pregões globais, que recuavam em reação às notícias ruins vindas do segmento financeiro norte-americano e também aos indicadores desfavoráveis à economia dos EUA. Os destaques foram a notícia de que o banco de investimentos Lehman Brothers estaria negociando a venda de sua unidade de gerenciamento de ativos para cobrir o buraco em seu balanço patrimonial; e a declaração do ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kenneth Rogoff de que um grande banco dos EUA poderá quebrar nos próximos meses - os cotados seriam Merrill Lynch e Wachovia, segundo afirmação do chefe de investimento do Cumberland Advisors, David Kotok.

Os indicadores norte-americanos não foram menos desanimadores: a inflação no atacado, medida pelo índice de preços ao produtor, subiu 1,2% em julho ante junho, mais que o dobro do 0,5% esperado pelos analistas. Ante julho do ano passado, o índice quase chegou a dois dígitos ao avançar 9,8%, o maior aumento desde junho de 1981.

O arremate da teoria da estagflação veio do número de construções residenciais iniciadas, que caiu 11% em julho. O dado tem o mérito de ter vindo ligeiramente melhor do que o tombo de 11,8% estimado pelos analistas, mas não se pode dizer que ele foi saudável: ficou no mais baixo nível desde março de 1991.

Com tudo isso, o dólar se enfraqueceu e o petróleo engrossou a voz. Acabou virando a queda da abertura e subiu 1,47% no fechamento na Bolsa Mercantil de Nova York. O preço final foi de US$ 114,53 por barril. Os metais acompanharam a alta. Com isso, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, terminou em queda de 1,14%, o S&P recuou 0,93% e o Nasdaq perdeu 1,35%.

O avanço das commodities (matérias-primas) serviu de desculpa para os investidores domésticos irem às compras, mas foram mesmo os preços mais do que atrativos a principal justificativa para a Bovespa subir. Os ganhos, entretanto, foram bastante reduzidos no final, por causa justamente das quedas em Nova York. Petrobras ON avançou 2,93%, Petrobras PN ganhou 3%, Vale ON subiu 1,53% e Vale PNA registrou elevação de 1,52%.

Dólar

Depois de bater R$ 1,650 durante a manhã desta terça-feira, a moeda norte-americana não sustentou a alta e voltou a perder valor para a divisa brasileira. A mudança de rumo seguiu outras moedas, como o euro e a libra, que também ganharam valor depois dos sinais de fragilidade da economia norte-americana. O dólar fechou o dia cotado a R$ 1,627, em queda de 0,79%

A cotação foi influenciada pelo comportamento do dólar no exterior. A moeda norte-americana começou o dia em alta diante das principais divisas, mas sentiu o baque no final da manhã de dados econômicos piores que o esperado e das preocupações com o setor financeiro.

"Está havendo um realinhamento dos preços em dólar", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso. "Fica uma gangorra. (Quando) o dólar valoriza frente a (outras) moedas, o mercado inteiro vai atrás do dólar. O inverso é verdadeiro também", resumiu.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) teve em julho a maior alta em 27 anos em termos anuais. Além disso, as ações de bancos como Wells Fargo, Bank of America e Lehman Brothers tinham forte baixa, ajudando a derrubar as bolsas norte-americanas.

Segundo analistas estrangeiros, os investidores aproveitaram a fraqueza do mercado em Nova York para realizar lucros, devolvendo parte da valorização acumulada pelo dólar nas últimas semanas.

Com informações da Agência Estado, da Reuters e do Valor Online

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