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Bovespa fecha em alta de 0,53%, com ajuda do petróleo

Quando já se dava como certo mais um encerramento de pregão em queda, a Bovespa voltou a mudar de lado nos minutos finais do pregão e conseguiu fechar o dia em alta de 0,53%, aos 37.060,16 pontos, destoando das bolsas norte-americanas, que caminham para um encerramento em queda.

Agência Estado |

Pela manhã, o avanço no preço da petróleo impulsionou os papéis da Petrobras e contribuiu para o desempenho positivo do Índice Bovespa (Ibovespa), que chegou a subir 2,08%, na máxima do dia, aos 37.631,35 pontos. A mínima foi de 0,61%, aos 36.637,71 pontos. Aliás, foram os papéis da estatal que voltaram a puxar o Ibovespa para o campo positivo.

O giro financeiro, mais uma vez, ficou bem abaixo da média diária, em R$ 1,95 bilhão. De acordo com um operador, a expectativa com o rali de fim de ano "já era". "Com o mercado lá fora desse jeito (bolsas em NY em queda) não há condição nenhuma para o esperado rali de fim de ano. Nem um 'ralizinho' deve ter", estima o profissional.

De qualquer forma, nem mesmo um rali seria suficiente para reverter o movimento negativo do índice no ano. Até hoje, a Bolsa acumula queda de 41,99% em 2008. Este é o pior desempenho da bolsa desde 1994 - último dado fornecido pela BM&FBovespa. Desde então, a marca mais negativa havia sido verificada em 1998, quando o Ibovespa registrou queda de 33,4%, aos 6.784 pontos.

Petrobras

Os contratos de petróleo para fevereiro atingiram US$ 42,20 por barril pela manhã na Bolsa Mercantil de Nova York, impulsionados pela confirmação do corte na produção dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e pelas notícias do conflito na Faixa de Gaza. O preço do barril para fevereiro encerrou com alta de 6,31%, a US$ 40,02.

Os papéis da Petrobras acompanharam os contratos de petróleo. As ações PN fecharam em alta de 2,36%, a R$ 22,52, e as ON tiveram avanço de 3,99%, a R$ 27,09. Segundo um operador, a alta das ações da estatal também está relacionada ao ajuste de carteira antes da entrada em vigor do novo Ibovespa, que valerá de janeiro a abril de 2009. Amanhã, a Bolsa divulga a composição definitiva do índice e a perspectiva é de que será ratificado o aumento do peso das ações da estatal. A segunda prévia do Ibovespa dos próximos quatro meses, divulgada no dia 16, trouxe as mesmas 66 ações do índice atual. Petrobras PN apareceu com participação de 16,71%, acima dos 16,42% da primeira prévia e dos 15,387% na carteira vigente. Petrobras ON apareceu com 3,055%, contra 3,028% da primeira prévia e 2,821% no índice que está em vigor.

Se para a Petrobras o aumento no preço do petróleo é bom, para as companhias aéreas é bastante negativo, já que boa parte de seus custos está no querosene de aviação. As ações PN da TAM terminaram com queda de 4,30%, a R$ 18,24.

Vale

As ações da Vale, que começaram o dia em alta, não se sustentaram em terreno positivo. Os papéis ON fecharam com perda de 0,22%, a R$ 27,04, e os PNA caíram 0,42, a R$ 23,80. De acordo com outro profissional, o movimento dos papéis reflete ajuste de posição de alguns fundos.

Nova York

Em Nova York, as bolsas acentuaram as perdas após a divulgação de um fraco índice de atividade regional. Já mais perto do fechamento, no entanto, as bolsas desaceleraram a queda. Pela manhã, a regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas informou que o índice de produção industrial desabou para -33 em dezembro, ante -21 do mês anterior. No meio da tarde, foi a vez do Fed de Chicago informar que o índice da atividade industrial no Meio-Oeste dos EUA caiu 1,6% para o nível sazonalmente ajustado de 96,4 em novembro, de um índice revisado em baixo para 98 em outubro. O dado de novembro foi o mais baixo desde janeiro de 1997 e representa uma queda de 10,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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