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Bovespa fecha em alta de 0,49% com ajuda da Vale

As bolsas norte-americanas trabalharam em alta na maior parte da sessão, mas o sinal azul foi garantido na Bovespa pelo desempenho dos papéis da Vale. A mineradora brasileira subiu, no melhor momento da sessão, mais de 4%, apesar da queda dos metais no exterior.

Agência Estado |

Petrobras, a outra ação com força para mexer, sozinha, no desempenho do Ibovespa, também não fez feio, apesar do tombo do petróleo no mercado externo.

O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,49%, aos 38.698,92 pontos. Na mínima, atingiu 38.422 pontos (-0,23%) e, na máxima, 39.025 pontos (+1,34%). No mês, a bolsa acumula ganhos de 3,06%. O giro financeiro segue fraco e totalizou R$ 3,183 bilhões.

A Bovespa segue colada ao desempenho das bolsas norte-americanas, mas foi o desempenho da Vale que garantiu este comportamento. A ação ON subiu 4,19% e a PNA, 3,64%. Os analistas não cravaram uma justificativa para o desempenho dos papéis, que sobem cerca de 16% no mês de janeiro. Mas consideraram a demanda pelos papéis forte, ainda mais levando em conta a queda dos metais no exterior.

O ciclone tropical Dominic pela costa australiana, que teria paralisado parte das exportações de minério de ferro da Rio Tinto, foi citado pelos analistas como uma das justificativa à valorização das ações, assim como os estoques baixos na China e os preços baratos dos papéis, que seriam a primeira opção dos investidores com a recuperação do mercado externo. A proposta de pagamento de dividendos pela empresa este ano também foi citada.

Petrobras sofreu mais do que Vale com o desempenho das commodities (matérias-primas), mas as ações da estatal conseguiram subir em boa parte do dia, apesar da queda do petróleo. No fechamento, o comportamento divergiu: a ação ON perdeu 0,84% e a PN subiu 0,42%. O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York recuou 9,08%, para US$ 41,58 o barril.

No geral, a Bovespa acompanhou "pari passu" o comportamento das bolsas norte-americanas e, lá, os dados corporativos continuam influenciando os ativos. Às 18h18 (de Brasília), o índice Dow Jones avançava 0,99%, o S&P tinha elevação de 1,29% e o Nasdaq subia 1,26%.

Da leva que repercutiu hoje, American Express e Texas Instruments mostraram queda no lucro, mas os números vieram melhores do que muitos analistas esperavam. DuPont, por outro lado, saiu de lucro para prejuízo. A Verizon trouxe resultado em linha com o previsto e a Siemens trouxe queda de 81% do lucro, mas manteve previsões para o ano.

Outro assunto aguardado com grande apreensão, a aprovação do pacote de ajuda à economia do governo Barack Obama, teve avanços hoje. À tarde, o Comitê de Apropriações do Senado norte-americano aprovou sua parte do pacote de US$ 825 bilhões. O projeto aprovado pelo comitê representa US$ 356 bilhões; a outra parte está sendo discutida em audiência separada pelo Comitê de Finanças do Senado e poderá ser votada hoje.

Os dados econômicos desta terça-feira ficaram em segundo plano. Amanhã, as atenções se voltam para a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sobre a política monetária norte-americana e também para a abertura da temporada de balanços no Brasil, que, no entanto, não terá nenhuma empresa do Ibovespa, cesta com 66 papéis.

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