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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quarta-feira em alta de 0,10%, para 54.555 pontos. A recuperação seguiu a alta no preço do petróleo e outras matérias-primas.


A tendência de alta foi reflexo do avanço dos títulos de Vale e Petrobras, que subiram graças a uma alta momentânea do preço dos produtos que exportam.

As preferenciais da mineradora subiram 2,77%, enquanto as ordinárias avançaram 4,58%. Já as ações preferenciais da Petrobras subiram 2,05%.

Dos 66 títulos do Ibovespa, 41 fecharam no vermelho. O setor bancário foi um dos mais afetados pela incerteza sobre a saúde da economia mundial. As ações preferenciais do Itaú perderam 1,99%, enquanto os de mesmo tipo do Bradesco caíram 0,29%. O giro financeiro chegou a R$ 9.149.828.729,41, em 254.711 negociações.

Dólar

O dólar quebrou uma sequência de sete altas e encerrou a sessão desta quarta-feira em queda, puxado pela recuperação dos preços das commodities e da Bolsa de Valores de São Paulo. A moeda norte-americana caiu 0,68%, a R$ 1,613. Apesar do recuo, o dólar acumula ganho de 3,20% em agosto.

Segundo Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora de Câmbio, o movimento de recuperação do real nesta quarta é um ajuste normal após a forte alta da moeda norte-americana nos dias anteriores.

Os estrangeiros que antes apostavam "contra o dólar abaixo de 1,60 real, agora tendem a errar apostando a favor, já que ainda não há ambiente para se esperar uma desvalorização sustentável do real", afirmou em relatório.

De acordo com os dados da Bolsa de Mercados & e Futuros (BM&F) os estrangeiros já desfizeram mais de 10 bilhões de contratos de posições vendidas. Na véspera, os estrangeiros acumulavam US$ 3,635 bilhões, líquidos, em posições compradas (posição que funciona como uma aposta no alta do dólar).

Com informações da Reuters e EFE

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