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Bovespa fecha em alta 2,79% com Vale e Petrobras

Depois de três dias seguidos de perdas, a Bolsa de Valores de São Paulo encontrou nos balanços e indicadores conhecidos nos Estados Unidos razões para subir, amparada sobretudo nas compras em Vale, Petrobras, Gerdau e papéis da construção civil. Os números da produção industrial divulgados pelo IBGE, embora tenham surpreendido pelo tamanho das quedas, ficaram em segundo plano nos negócios domésticos com ações.

Agência Estado |

Na esteira das bolsas norte-americanas, a Bovespa fechou em alta de 2,79%, aos 39.746,76 pontos. Na mínima, tocou os 38.655 pontos (-0,03%) e, na máxima, os 39.765 pontos (+2,84%). No mês, o índice acumula alta de 1,14% e, no ano, de 5,85%. O giro financeiro totalizou R$ 3,397 bilhões.

Assim como ontem, o comportamento dos mercados foi relativamente uniforme. As bolsas da Ásia subiram ajudadas pelo anúncio do Banco Central do Japão de que comprará o equivalente a US$ 11 bilhões em ações mantidas pelos bancos locais para estabilizar o setor financeiro, e do pacote de estímulo econômico do governo da Austrália, no valor de US$ 26,5 bilhões. O BC da Austrália também cortou a taxa de juros.

Na Europa, as bolsas subiram favorecidas pelo setor de telecomunicações, com o empurrão da Vodafone, que anunciou crescimento de 14,3% na receita no quarto trimestre do ano passado (terceiro trimestre fiscal do grupo).

Mas, como sempre, a referência para a Bovespa vem dos Estados Unidos, onde a melhora de hoje teve a ajuda de alguns balanços e um indicador do setor de imóveis. Três empresas anunciaram que saíram de prejuízo e fecharam o quarto trimestre com lucro - caso da Merck, UPS e GMAC. Dow Chemical, ao contrário, teve perdas de outubro a dezembro.

A melhora ensaiada com os números corporativos foi confirmada pelo dado da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR), que anunciou que as vendas pendentes de imóveis residenciais subiram 6,3%, muito mais do que a variação de 0,5% estimada pelos analistas.

Com isso, as bolsas trabalharam em alta e, às 18h20 (de Brasília), o índice Dow Jones avançava 2,01%, o S&P, 1,81%, e o Nasdaq, 1,41%. Os papéis de bancos, no entanto, recuavam com força, enquanto o desempenho das vendas das montadoras acabou não tendo impacto nos negócios, apesar do tombo nas vendas em janeiro anunciado hoje pelas empresas.

No Brasil, os investidores ignoraram os dados da produção industrial, que despencou em dezembro ante novembro e ante dezembro de 2007. Segundo alguns especialistas do mercado, o mais importante é saber como a economia dos EUA vai sair da crise e, por isso, o pacote de ajuda do governo Barack Obama, em tramitação no Congresso, tem mais visibilidade.

De qualquer forma, como a economia doméstica ainda sustenta algum fôlego, os investidores estrangeiros têm feito compras pontuais. Daí os ganhos das blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras hoje: Vale ON subiu 4,95%, PNA, 4,50%, Petrobras PN, 3,60%, ON, 3,86%. Em Nova York, o petróleo subiu 1,75%, para US$ 40,78 o barril.

Os papéis da Gerdau e da Metalúrgica Gerdau também se destacaram, porque, segundo alguns operadores, estariam defasados em relação aos de outras siderúrgicas. Gerdau PN avançou 4,98% e Metalúrgica Gerdau PN, 5,08%. Usiminas PNA subiu 0,71% e CSN ON, 3,24%.

Construção civil foi outro setor em evidência, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que nos próximos dez dias o governo deverá anunciar o pacote habitacional que prevê a construção de 500 mil novas moradias, além das que serão financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Cyrela ON liderou os ganhos do Ibovespa, com 10,05%, seguida por Gafisa ON, +9,36%, e por Rossi ON, +6,44%.

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