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Bovespa fecha com alta nesta segunda; dólar registra baixa de 1,07%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta segunda-feira com uma valorização de 0,99%, com 38.509 pontos. A alta na Bolsa paulista seguiu o bom humor dos mercados externos, com destaque para alta de 6,5% nas vendas de casas antigas nos Estados Unidos durante o mês de dezembro de 2008.

Redação com agências |

 

Em Wall Street, os índices se recuperavam de um passeio pelo território negativo. Por volta das 18 horas, o Dow Jones registrava alta de 0,57%, enquanto o Nasdaq ganhava 0,82%.

O noticiário do dia nos EUA foi conflitante. Pelo lado econômico a indicação foi positiva, com a venda de casas subindo 6,5% em dezembro, superando o estimado pelos agentes. Pelo lado corporativo, a Caterpillar fechou o quarto trimestre com lucro de US$ 661 milhões, ou US$ 1,08 por ação, 32% menor no comparativo anual.

O resultado ficou abaixo do US$ 1,30 estimado pelos analistas. A fabricante de máquinas pesadas também reduziu a previsão de ganho para 2009 e anunciou que deu início à demissão de 20 mil funcionários.

Segundo o assessor de investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a alta desta segunda na Bovespa reflete o humor externo um pouco melhor, mas ainda não há tendência firme para o mercado brasileiro.

Para Monteiro, o Ibovespa não teria espaço para cair com força, mas o noticiário negativo segura uma retomada. O especialista lembra que os bancos continuam com problemas de liquidez e que os indicadores econômicos ainda devem surpreender para baixo.

O assessor lembra que a questão principal continua sendo a retomada da confiança no setor financeiro norte-americano, algo que não aconteceu ainda.

Monteiro também chama atenção para o comportamento do investidor estrangeiro. O saldo de negociação que era positivo em mais de R$ 1 bilhão no começo do ano, foi perdendo força no decorrer de janeiro e, no acumulado até o dia 21, já estava negativo em R$ 691 milhões.

Dentro do Ibovespa, mesmo com a reversão no preço do óleo, a ação PN da Petrobras garantiu alta de 0,89%, encerrando a R$ 23,80. Depois de bater US$ 48,59, maior preço desde 7 de janeiro, o barril de WTI fechou a US$ 45,69, queda de 1,7%.

O bom desempenho das ações da Vale também ajudou a garantir os ganhos do dia. O ativo PNA aumentou 2,47%, para R$ 26,95, e o ON ganhou 1,88%, para R$ 30,82.

Entre os bancos, destaque para a ação ON do Banco do Brasil, que subiu 6,09%, para R$ 14,11. Uma mudança contábil autorizada pelo governo relacionada com a Previ resultará em ganho de R$ 2,52 bilhões para o banco estatal. Ainda no setor, o papel PN do Bradesco avançou 0,14%, para R$ 21,15, e Itaú PN perdeu 0,64%, para R$ 23,12.

Na ponta vendedora, o ativo PNA da Usiminas perdeu 2,89%, para R$ 27,48, com o terceiro maior volume do dia. Queda de 2,68%, para o ativo ON da Sadia, que fechou a R$ 3,26. Klabin PN, Telesp PN, GOL PN e Souza Cruz ON também caíram mais de 2% cada.

Câmbio

O dólar encerrou esta segunda-feira em queda frente ao real, seguindo os movimentos dos mercados internacionais de ações e de câmbio. No final dos negócios, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,314, desvalorização de 1,07%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue no rumo contrário e registra um ganho de 1,21%.

Segundo o gerente de operações da B & T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, a sinalização do mercado externo influi na formação da taxa de câmbio, mas o que define mesmo o preço são as brigas no mercado futuro.

Trabbold lembra que os estrangeiros mantêm grande posição comprada (aposta contra o real) na BM & F e tentam segurar a taxa para cima para rentabilizar seus contratos. No entanto, a divisa tende a buscar acomodação entre R$ 2,20 e R$ 2,30, patamar dentro do esperado pelo mercado.

Segundo o especialista, o menor fluxo de exportação também preocupa, mas os resultados negativos não causam surpresa. Além da falta de crédito para exportação, há menor demanda em função da crise internacional.

Na quarta semana de janeiro, o saldo comercial foi negativo em US$ 255 milhões. Para Trabbold o mercado está em período de acomodação, com os exportadores queimando os estoques antes de buscar novas negociações.

Ainda nesta segunda, os agentes receberam os dados sobre as contas externas brasileiras. Segundo o Banco Central, a conta corrente ficou deficitária em US$ 28,3 bilhões em 2008, pior resultado desde 1998.

Para consultoria Rosenberg & Associados, as contas deverão sofrer uma alteração em 2009. Com a desaceleração da economia, a corrente de comércio do Brasil tende a recuar, resultando em piora da balança comercial.

Por outro lado, diz a consultoria, o menor crescimento doméstico e o câmbio mais alto desestimulam as remessas de lucros e dividendos e o gasto com viagens internacionais. Com isso, a expectativa é de que não haja uma piora das transações correntes em 2009, com déficit recuando para a casa dos US$ 22 bilhões.

(Com informações do Valor Online)

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