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Bovespa fecha com alta de 4% e tem maior nível em 4 meses

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem mais um dia de alta, puxada pelo otimismo externo e pelas ações da Vale e Petrobras. O Ibovespa encerrou esta sexta-feira em alta de 4,01%, aos 42.755 pontos, maior nível desde o dia 3 de outubro.

Redação com agências |

 

Com isso, a Bolsa paulista fechou a semana com valorização de 8,79%. O giro financeiro foi elevado, de R$ 5,36 bilhões, evidenciando consistência nas compras. No ano, o índice acumula ganho de 13,86%.

Em Wall Street, o dia também é positivo. Os agentes acreditam que a perda de 598 mil empregos nos EUA durante o mês de janeiro leve os congressistas a trabalhar mais rápido na aprovação do plano de recuperação econômica do presidente Barack Obama.

Também há expectativa com o novo projeto de revitalização do setor financeiro, a ser anunciado na segunda-feira pelo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

"Tem uma expectativa combinada de estímulo à economia e também para ajudar os bancos", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

Além disso, diante de reiterados sinais de que a China está recompondo estoques de petróleo e minério de ferro, os investidores estrangeiros seguiram na ponta compradora das blue chips domésticas Petrobras e Vale, que carregaram o Ibovespa para a quarta alta consecutiva.

Petrobras avançou 4,2%, a R$ 27,10, enquanto Vale teve ganho de 3,6%, a R$ 32,48.

Dólar

Com baixo volume de negócios, o dólar fechou em baixa nesta sexta-feira, pelo quarto dia seguido, acompanhando a alta dos mercados acionários globais. A moeda norte-americana teve desvalorização de 1,5%, terminando o dia a R$ 2,251, cotação mínima do dia, após chegar a subir 0,26%. Na semana, o dólar acumulou uma queda de 2,7%.

Marcos Forgione, operador de câmbio da B&T corretora, reconheceu a influência do otimismo externo no mercado de câmbio doméstico nesta sessão, mas ponderou que é difícil definir uma tendência para o dólar.

"É difícil exprimir nesse momento qualquer alívio. Notícias ruins ainda virão", avaliou.

Mesmo após a divulgação de dados que mostraram que a economia dos Estados Unidos teve o maior corte de empregos em 34 anos, os mercados acionários norte-americanos ganharam fôlego, a partir das expectativas da aprovação do pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama.

Forgione citou ainda a influência da redução das posições compradas dos investidores estrangeiros no mercado futuro de dólar na queda da divisa ante o real nos últimos dias, apesar de ponderar que a exposição, que significa uma aposta prática na alta do dólar, continua elevada.

Segundo os dados mais recentes atualizados pela BM&F, os investidores estrangeiros reduziram essas posições em quase US$ 2 bilhões desde o início do mês, mas ainda sustentavam nelas mais de US$ 10 bilhões na véspera.

Nesta sexta-feira, o volume de negócios no mercado de dólar à vista girou em torno de US$ 1 bilhão, metade da média total diária negociada em janeiro.

(Com informações do Valor Online e Reuters)

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