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Bovespa encosta nos 70 mil pontos

A Petrobrás roubou a cena ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações da empresa foram responsáveis por 25% do giro financeiro e turbinaram os ganhos do índice, que chegou a flertar com os 70 mil pontos.

Agência Estado |

No fechamento, o Índice Bovespa subiu 1,46%, para 69.576 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 10 bilhões, o maior do ano, dos quais R$ 2,484 bilhões relativos ao papel preferencial (PN) da Petrobrás.

Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 0,11% e a bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,36%.

Segundo Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora, o movimento de valorização na bolsa se justificou porque o índice vinha patinando e por causa do retorno dos estrangeiros com vigor, o que não vinha ocorrendo recentemente.

Além disso, de acordo com ele, os investidores podem ter aproveitado o dia de agenda mais tranquila, já que hoje e amanhã os dados ganham relevância e podem reforçar a volatilidade das ações. O destaque da semana, para a Bovespa, são indicadores que a China vai divulgar amanhã.

Com o ótimo desempenho, Petrobrás acabou tirando um pouco do brilho dos papéis ON da CSN, que subiram 3,93%, e lideraram os ganhos do Ibovespa em boa parte do dia. A ação, que já se havia destacado segunda-feira após o Itaú Unibanco a colocar como destaque, caiu no gosto do investidor depois que o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch, anunciou que a abertura de capital (IPO) da mina Casa de Pedra pode sair até o fim do semestre.

Segundo ele, a empresa contratará os bancos para coordenar o IPO até 2 de abril. O diretor executivo de Relações com Investidores da siderúrgica, Paulo Penido, acrescentou que a CSN conversa com os sócios japoneses e coreanos na Namisa sobre a possibilidade de a empresa também ser incluída no processo. Segundo ele, a empresa espera que a decisão sobre eventual fusão da Casa de Pedra com a Namisa seja tomada ainda este mês.

CRISE NA EUROPA
No exterior, as agências de classificação de risco de crédito Fitch Ratings e Moodys fizeram comentários sobre os problemas fiscais do Reino Unido e de países da zona do euro.

A Fitch disse que o modo como Portugal aborda a questão da consolidação fiscal é motivo de preocupação, e uma consolidação insuficiente pode provocar o rebaixamento do rating AA do país. A nota foi colocada em observação negativa em setembro do ano passado.

A Moodys disse que a esperada desativação dos programas de ajuda aos bancos britânicos pode provocar rebaixamentos de ratings dos bônus de algumas dessas instituições.

A Fitch também teceu comentários sobre os bancos brasileiros. A agência avaliou que a perspectiva para essas instituições é positiva para 2010, à medida que uma volta do crescimento do crédito fortalece a geração de receita.

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