SÃO PAULO - O pregão desta quinta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo foi marcado pela instabilidade. No final do dia, a Bovespa acabou encerrando os negócios no negativo, com uma perda de 0,48%. O Ibovespa ficou na casa dos 35.127 pontos. A pressão das commodities, que registraram nova queda de preços, e a influência negativa de Wall Street foram os dois principais fatores para a baixa na Bolsa paulista. O giro financeiro foi de R$ 2,62 bilhões.

Além do mercado norte-americano e a queda de preços das commodities, o investidor recebeu com atenção os dados divulgados no mercado interno, principalmente a redução na produção de veículos.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), a produção apresentou uma redução de de 28,6% durante o mês de novembro na comparação com o mesmo período do ano passado.  Além disso, o setor também confirmou queda no nível de empregos, cenário que não ocorria desde 2006.


Outro dado negativo veio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontou uma queda de 0,2% no faturamento da indústria brasileira entre os meses de setembro e outubro deste ano.

Câmbio

O dólar também registrou uma grande instabilidade nesta quinta-feira, mas encerrou o pregão cotado a R$ 2,508, uma alta de 1,33%. O patamar é o mais elevado desde abril de 2005.

Segundo analistas, a formação da taxa reflete a expectativa de fluxo negativo de recursos e as posições especulativas contra o real. Além disso, os leilões de dólar do Banco Central não conseguiram, pelo menos até o momento, segurar a elevação da moeda norte-americana. O BC já vendeu US$ 6,7 bilhões no mercado à vista de câmbio, medida que deveria reduzir a valorização da divisa.

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