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Bovespa encerra 1º pregão de dezembro em forte baixa; dólar fica estável

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta segunda-feira com baixa de 5,07%, a 34.740 pontos. A tendência de queda no mercado brasileiro seguiu os números negativos registrados na Europa e nos EUA.

Redação com agências |

 

Em Wall Street, que volta a funcionar plenamente depois do feriado da semana passada, o Dow Jones indica queda 7,70% . Já a bolsa eletrônica Nasdaq opera em baixa de 8,95%.

Segundo economista da Infra Asset Management, Fausto Gouveia, a bolsa brasileira está bastante pressionada pelas ações relacionadas às commodities. O especialista explica que o preço das matérias-primas diminui com as indicações de menor crescimento da China e a Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) postergando um corte de produção.

Ainda de acordo com Gouveia, alguns investidores aproveitam o cenário pessimista para colocar no bolso parte do ganho acentuado da última semana de novembro.

A preocupação com as vendas no varejo no final do ano e indicadores pouco animadores para a indústria também estimularam as vendas depois da forte valorização da semana passada.

O diretor-gestor da Codepe Corretora, Fernando Aguiar, ressalta que pregões como esse evidenciam que o mercado vive um dia de cada vez, descolado de fundamentos. "O que mudou no mundo durante o final de semana para justificar tamanha deterioração de cenário?", questiona.

Segundo Aguiar, dados econômicos negativos não deveriam ser surpresa, pois estão dentro do esperado, assim como a preocupação com a recessão. "Não existe dúvida de que a atividade vai se retrair, o que não se sabe é a extensão da crise."


Para o especialista, uma boa leitura do que aconteceu nos mercados nesta segunda-feira é que os ganhos da semana passada não foram justificados e, agora, isso é corrigido. "Tamanho mau humor não tem justificativa lógica."

Cotações


Liderando o volume negociado, as ações PN Petrobras perderam 8,27%, encerrando aos R$ 18,40. Vale PNA recuou 6,60%, para R$ 22,89. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN caiu 7,62%, para R$ 13,44, e CSN ON se desvalorizou 6,91%, a R$ 24,10.

Entre os bancos, Bradesco PN teve o terceiro maior volume negociado do dia e fechou com baixa de 4,70%, a R$ 23,47. Itaú PN caiu 3,11%, para R$ 25,79.

Perdas superiores a 9% para Rossi ON, Cosan ON e Metalúrgica Gerdau PN. A operadora de telecom GVT ON desabou 17,40%, para R$ 22,30, e a ação ON da OGX Petróleo perdeu 9,09%, a R$ 350,00.

À parte da instabilidade, a queda acentuada no valor do petróleo beneficiou as empresas do setor aéreo. Gol PN teve alta de 6,42%, para R$ 9,28, e TAM PN avançou 3,22%, para R$ 16,00. Ganho de 4,36%, para o ativo ON da Natura, que fechou a R$ 21,50.

Dólar

Após operar em alta durante toda a segunda-feira, o dólar inverteu sua trajetória no final do dia e fechou praticamente estável. A queda registrada foi de 0,04%. A moeda norte-americana terminou a primeira segunda-feira de dezembro cotada a R$ 2,319.  

Essa virada de tendência, segundo analistas de mercado, ocorreu após um sinal claro de aversão ao risco pelos investidores. Uma resposta ao clima pessimista registrado nos principais centros econômicos.

Agentes de mercado também creditam ao baixo volume de negócios  a contenção da alta do dólar antes do encerramento das negociações, apesar da consolidação de um cenário externo fortemente negativo. "O volume de negócios fraco acaba dando margem para distorções", afirmou Mario Battistel, gerente de câmbio da corretora Fair.

Nesta segunda-feira, o movimento no mercado à vista foi de cerca de US$ 1,5 bilhão de dólares,  metade da média diária do mês de novembro. O estresse exibido mais cedo pelo mercado de câmbio foi creditado por operadores ao avanço da moeda ao cenário externo.

"O que está acontecendo é a queda dos níveis de atividade das economias e isso está impactando bastante as bolsas de valores", disse Gerson de Nobrega, gerente da Tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

(Com Valor Online)

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