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Bovespa encera seqüência de altas com perda 3,53%

SÃO PAULO - Em um movimento pouco surpreendente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devolveu parte do ganho de 16% acumulado nas últimas seis sessões. Ao final da quarta-feira, o Ibovespa apontava perda de 3,53%, marcando 40.

Valor Online |

820 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 2,99 bilhões, menor que o observado nos últimos dois dias.

O sócio e diretor de operações da Hera Investment, Nicholas Barbarisi, encara o movimento de realização de lucros como algo natural e de certa foram esperado depois de o índice ter registrado a maior seqüência de alta desde fevereiro do ano passado.

Ainda de acordo com o especialista, o movimento vendedor ganhou respaldo no mau humor externo e na queda nas cotações das commodities. O petróleo, por exemplo, despencou 12%, para próximo dos US$ 42 o barril de WTI, maior perda diária desde setembro de 2001.

O papel PN da Petrobras acompanhou o preço da matéria-prima e recuou 3,92%, para R$ 24,45. A ação PNA da Vale, que ganhou mais de 20% em três dias, perdeu 5,04%, encerrando a R$ 27,49.

Em Wall Street, por volta das 18 horas, Dow Jones e Nasdaq caíam 2,76% e 3,37%. Além de noticias corporativas negativas, como demissões na Alcoa e menores vendas da Intel, os agentes assimilaram os dados de emprego da ADP. Segundo a empresa que processa folhas de pagamento, o setor privado norte-americano perdeu 693 mil postos de trabalho em dezembro, resultado pior do que o esperado.

Para Barbarisi, essa recente puxada de alta da Bovespa não configura uma mudança de tendência. O mercado ainda é de incerteza. O que acontece, segundo ele, é que algumas mudanças já estão sendo precificadas, como a redução na taxa básica de juros no mercado brasileiro.

Um ponto importante, segundo o especialista, é a manutenção dos 40 mil pontos. Barbarisi lembra que tal patamar foi referencial de venda durante boa parte do mês de dezembro e, agora, passou a ser ponto de compra.

De volta ao Ibovespa, as siderúrgicas também devolveram os ganhos recentes. CSN ON caiu 4,04%, a R$ 35,11, e Usiminas PNA cedeu 3,72%, para R$ 30,01. Entre os bancos, Itaú PN registrou baixa de 5,73%, para R$ 28,41, e Bradesco PN teve desvalorização de 4,50%, para R$ 24,35.

Com alta de mais de 40% em seis dias, Rossi ON devolveu 7,49%, a R$ 4,69. Queda de 7,44% para o ativo ON da JBS, que fechou a R$ 4,85. Klabin PN, Cesp PNB, Redecard ON e BM & FBovespa recuaram mais de 5% cada.

O destaque de alta ficou com o papel PN da Aracruz, que subiu 9,19%, para R$ 2,97. Rumores de mercado apontam que a empresa finalmente chegou a um acordo para zerar perdas com derivativos cambiais que passam de US$ 2 bilhões. Outro rumor envolve a venda da participação da companhia na Veracel.

Fora do índice, o papel ON da Triunfo Participações disparou 22,30%, a R$ 1,59. O papel da Açúcar Guarani, que chegou a bater mais de 40% de alta, fechou a R$ 2,90, ainda assim ganho de 9,43%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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