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Bovespa encara mau humor externo com discreta baixa

Por Daniela Machado SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo resistiu à forte pressão externa em boa parte desta sexta-feira. Ainda que tenha recuado no fechamento, o comportamento do mercado doméstico foi considerado positivo diante do mau humor em Wall Street.

Reuters |

O Ibovespa cedeu 0,17 por cento, para 60.148 pontos, enquanto o Dow Jones e o Standard & Poor's 500 fecharam em baixa de mais de 1 por cento.

Mesmo com a baixa no dia, o Ibovespa subiu 1,3 por cento na semana --o primeiro avanço semanal desde o final de maio.

No pior momento do pregão, o Dow chegou a cair mais de 2 por cento e ser cotado abaixo da marca psicológica dos 11 mil pontos pelo temor de que as agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae possam lançar nova onda de turbulência no já abalado setor imobiliário norte-americano.

O índice só melhorou depois que uma fonte afirmou que o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, vai deixar aberta às agências uma linha emergencial. Após o fechamento, o Fed negou que tenha discutido com Freddie e Fannie acesso aos recursos públicos.

Pela manhã, o Ibovespa subiu 1,3 por cento, num movimento de ajuste após quedas recentes.

'Alguns papéis já atingiram patamares bem baixos e agora encontraram compradores', relatou o operador de uma corretora de grande porte em São Paulo.

Para Américo Reisner, operador da Fator Corretora, a Bovespa esteve 'brilhante' se comparada ao estresse internacional. 'Entre os destaques do dia estão Petrobras e um pouco das siderúrgicas', citou.

DESTAQUES

As ações da Petrobras avançaram 1,4 por cento, a 40,60 reais, escoradas em mais um recorde do petróleo --que ultrapassou 147 dólares durante os negócios em Nova York.

As preferenciais da CSN tiveram alta de 0,6 por cento, para 63,39 reais.

Por outro lado, os papéis da Gol se sobressaíram na lista de perdas do Ibovespa, com queda de 6,9 por cento, a 13,62 reais. Tam cedeu 4,0 por cento, para 26,72 por cento.

Outro carro-chefe do pregão, as ações da Vale recuaram 0,3 por cento, a 42,95 reais. O presidente da companhia, Roger Agnelli, disse que a emissão global de ações de até 15 bilhões de dólares --que será precificada na semana que vem-- está dentro da expectativa.

O volume financeiro na bolsa foi de 4,81 bilhões de reais.

(Com reportagem adicional de Denise Luna, no Rio de Janeiro)

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