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Bovespa e dólar recuaram enquanto juros subiram

SÃO PAULO - A quinta-feira terminou sem direção única nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a testar os 70 mil pontos, mas terminou em queda.

Valor Online |

O dólar marcou o terceiro dia seguido de baixa. Os juros futuros tiveram forte acúmulo de prêmios de risco, conforme mais agentes passaram a apostar que a Selic sobe já na semana que vem.

A agenda externa foi carregada, mas não foi determinante para o rumo das bolsas e do câmbio. O dia começou com dados sobre a economia chinesa. O aumento da inflação e o forte crescimento da produção e do investimento reascenderam a preocupação com a possibilidade de novas medidas restritivas de política monetária para conter um superaquecimento da economia. No entanto, o assunto foi perdendo força no decorrer do dia.

Entre os indicadores americanos, os pedidos por seguro-desemprego caíram em 6 mil na semana passada, para 462 mil. Surpresa no campo comercial. O déficit de janeiro somou US$ 37,3 bilhões, menor que os US$ 41 bilhões estimados.

Na Bovespa, a linha dos 70 mil pontos voltou a ser testada e respeitada pelo terceiro dia. As ações da Vale voltaram a cair e os papéis da siderúrgicas passaram por correção depois de uma sequência de alta. Captando esse movimento, o Ibovespa perdeu 0,14%, para 69.884 pontos. O giro para R$ 5,85 bilhões, baixo se comparado aos últimos dias. Na quarta-feira, o volume foi de R$ 8,17 bilhões. Um dia antes, correspondeu a R$ 10 bilhões.

Em Wall Street, os índices oscilaram próximos da estabilidade durante a maior parte do pregão e só saíram do marasmo no final da jornada. O Dow Jones garantiu alta de 0,42%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq subiram 0,40% cada.

No câmbio, o dólar teve um dia morno, mas apesar da instabilidade observada nas bolsas, as ordens de venda acabaram prevalecendo.

Com isso, o dólar comercial terminou em baixa de 0,16%, a R$ 1,770 na venda. Esse é o menor preço desde 18 de janeiro. Na semana, a perda acumulada é de 0,95%. No mês, a desvalorização é de 2,05%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar recuou 0,03%, para R$ 1,7695. O volume quadruplicou para US$ 132,25 milhões. Já no interbancário, os negócios caíram de US$ 2 bilhões para US$ 1,6 bilhão.

Segundo o analista da BGC Liquidez, Mário Paiva, a queda do dólar neste começo de mês reflete a expectativa do fluxo de entrada em função das ofertas de ações que vão acontecer ao longo do março.

No entanto, como essa expectativa já foi embutida no preço da moeda, o dólar " caminha de lado " , conforme jargão de mercado, sem força para novas baixas ou motivos para tentar retomar a linha de R$ 1,80.

Ainda de acordo com o especialista, a taxa deve seguir comportada entre R$ 1,75 a R$ 1,85. Abaixo desse " piso " , volta ao mercado a preocupação com possíveis atuações do governo, via Fundo Soberano, ou restrições de capital.

Mais um dia de forte movimentação no mercado de juros futuros. Mais de 1,5 milhão de contratos trocaram de mãos, enquanto os agentes montavam e desmontavam apostas sobre a possibilidade de alta de juros já na semana que vem.

A corrente de mercado que acredita que na quinta-feira que vem a Selic não estará mais em 8,75% determinou o rumo do mercado tendo como subsídio o forte crescimento das vendas varejistas em janeiro e os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.

Pela medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a economia brasileira cresceu 4,3% sobre o quarto trimestre de 2008, resultado pouco abaixo do consenso de 4,5%. Já em todo o ano de 2009, a economia encolheu 0,2%, primeira retração anual desde 1992.

Olhando agora para 2010, o IBGE mostrou que as vendas no varejo cresceram 2,7% em janeiro, na comparação com um mês antes, enquanto o consenso rondava 1,8%. Já em relação a janeiro de 2009, o avanço foi de 10,4%.

Outro fator que pressionou a curva para cima, segundo o diretor de gestão da Meta Asset Management, Henrique de La Rocque, são os contínuos rumores sobre a saída do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Por mais que isso não tenha influência sobre as decisões de curto prazo da autoridade monetária, De La Rocque aponta que o assusto serve para aumentar os prêmios de risco.

Ao fim da jornada na Bolsa de Mercadorias e & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2010, mais líquido do dia, subia 0,06 ponto, projetando 8,82%. Já julho de 2010 também avançava 0,06 ponto, apontando 9,35%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 acumulava 0,05 ponto, a 10,52%.

Entre os mais longos, o vértice janeiro de 2012 subia 0,05 ponto, a 11,65%, e janeiro de 2013 registrava acréscimo de 0,04 ponto, a 11,96%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.587.920 contratos, equivalentes a R$ 150,4 bilhões (US$ 84,89 bilhões), montante 30% superior ao volume de um dia antes. O vencimento para abril de 2010 foi novamente o mais negociado, com 718.980 contratos, equivalentes a R$ 71,53 bilhões (US$ 40,38 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)

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