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Bovespa, dólar e juros recuaram na terça-feira

SÃO PAULO - A terça-feira foi de forte instabilidade para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ensaiou um novo pregão de alta, mas não resistiu à instabilidade externa.

Valor Online |

O dólar ameaçou apreciação, mas acabou fechando abaixo de R$ 2,50. Os juros futuros terminaram em queda depois de uma tentativa de valorização na parte da manhã.

Na renda variável, a Bovespa operou descolada da instabilidade externa durante boa parte do pregão, mas, com as perdas se acentuando em Wall Street, as vendas determinaram o rumo da sessão. Depois de subir 1,5% na máxima do dia, o Ibovespa encerrou a sessão com decréscimo de 0,83%, apontado 37.968 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,3 bilhões.

Em Wall Street, sem notícias positivas na agenda o dia a realização de lucros deu o tom dos negócios. O humor do investidor também foi provado pelas previsões pouco otimistas da FedEx e da Texas Instruments. Ao fim da jornada, o Dow Jones cedeu 2,72% e o Nasdaq declinou 1,55%.

Os investidores também acompanharam os trâmites do projeto para salvar as montadoras. Os líderes democratas enviaram à Casa Branca um plano de US$ 15 bilhões para ajudar as empresas com empréstimos de curto prazo. Em contrapartida, o governo ganhará uma participação nas companhias, que terão de passar por uma reestruturação de longo prazo. O projeto deve ser votado hoje.

No câmbio, o real começou o dia em alta, mas as compras não se sustentaram. As perdas se acentuaram no período da tarde, com a taxa testando a mínima do dia, aos R$ 2,427, depois do leilão de venda no mercado à vista feito pelo Banco Central (BC).

O dólar comercial encerrou valendo 1,19% menos do que um dia antes, negociado a R$ 2,469 na compra e R$ 2,471 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa caiu 1,16%, fechando também a R$ 2,471. O giro financeiro somou US$ 199,75 milhões.

Os contratos de juros futuros começaram o dia em alta, seguindo a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre.

Pelas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira avançou 1,8% entre julho e setembro ante o segundo trimestre e 6,8% no confronto com o terceiro trimestre do ano passado. A expectativa apontava alta de 1,1% na comparação trimestral e 6% na anual.

À tarde, a visão de menor crescimento segurando a inflação e juros menores no ano que vem voltou a imperar, levando as taxas para as mínimas do dia. Contudo, as declarações do presidente do BC, Henrique Meirelles, limitaram o tamanho das perdas. Na análise do chefe da autoridade monetária, o resultado do PIB do terceiro trimestre aponta que a desaceleração da economia brasileira será menos curta e intensa. O que foi visto como mais uma indicação de que a Selic segue em 13,75%. A decisão de juros sai ainda hoje.

Ao fim do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava queda de 0,03 ponto percentual, para 13,16%, depois de bater 13,37% na máxima. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,04 ponto, para 13,63%. E janeiro 2012 apontava 13,65%, baixa de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava leve declínio de 0,01 ponto, para 13,44%. E julho de 2009 cedeu 0,05 ponto, projetando 13,33%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 400.615 contratos, equivalentes a R$ 35,66 bilhões (US$ 14,44 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 188.570 contratos, equivalente a R$ 16,53 bilhões (US$ 6,69 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Econômico)

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