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Bovespa dispara e fecha em alta de 8,36%; dólar sobe 0,43%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ampliou os ganhos do dia na última hora de pregão e fechou a segunda-feira em forte alta. O Ibovespa, principal índice, subiu 8,36%, aos 39.441 pontos. O volume financeiro, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, somou R$ 5,11 bilhões.

Redação com agências |


A valorização nesta sessão não dissipa a expectativa de volatilidade e a indefinição do cenário para o mercado acionário, tampouco traz alívio consistente. Nesta segunda, porém, o viés positivo predominou.

Os contínuos esforços dos governos em várias partes do mundo para evitar o colapso do sistema financeiro e a resposta positiva do mercado de crédito proporcionaram a apreciação dos principais índices acionários ao redor do mundo, e a Bolsa brasileira acompanhou. Coréia do Sul, Suécia, Holanda, Reino Unido e França foram alguns dos países que ocuparam o noticiário com mais anúncios de intervenções governamentais contra a crise no mercado financeiro internacional.

Da pauta macroeconômica nos EUA, o Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes subiu em setembro, a primeira alta em cinco meses. Comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, também ajudaram. No Congresso, ele afirmou que apóia uma segunda rodada de estímulo fiscal pelo governo dos EUA para limitar os riscos de uma desaceleração prolongada da economia.

Os expressivos ganhos das ações no mercado brasileiro acompanharam a melhora de desempenho das Bolsas de Nova York, que também renovaram as máximas do dia perto do fim do pregão (Dow Jones subiu 4,67% e Nasdaq 3,43%). Por aqui, contudo, os ganhos são maiores, puxados em especial por Petrobras e Vale, empresas de grande peso no cálculo do Ibovespa e que passam por forte recuperação de preços.

No caso da Petrobras, os papéis PN subiram 10,44% e os ON ganharam 11,48%. A Vale, que divulga balanço no terceiro trimeste nesta quinta-feira, também teve apreciação expressiva: Vale PNA ganhou 12,70% e Vale ON disparou 13,29% .

Devido ao início do horário de verão, o mercado de ações brasileiro está abrindo uma hora mais tarde. O pregão começa às 11h e termina às 18h.

Dólar

Em sessão de volume de negócios bastante reduzido, o dólar fechou em leve alta, à espera do resultado do primeiro leilão de empréstimo de moeda estrangeira do Banco Central direcionado especificamente ao comércio exterior.

A divisa norte-americana fechou cotada a R$ 2,125, com avanço de 0,43%, após ter chegado a apresentar queda de mais de 1% ao longo do dia. "Num mercado de pouca operação, qualquer coisinha de valor um pouco maior, acaba influenciando", disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora.

De acordo com dados atualizados até o fechamento, o volume de negócios na BM&F ficou bem abaixo da média, não atingindo nem US$ 1 bilhão. Em outubro, a média diária está em cerca de US$ 3 bilhões.

Nem mesmo o bom humor dos mercados acionários foi suficiente para enfraquecer o dólar. "O pessoal está na expectativa de ter fatores que possam fazer com que você consiga precificar. É a incerteza do mercado. Não tem base, não tem fundamento para precificar a moeda", avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.

Os analistas apontaram a espera do mercado pelo resultado do novo tipo de leilão, no final da tarde, como fator para a cautela apresentada no mercado de câmbio nesta sessão. O Banco Central ofertou até US$ 2 bilhões de dólares para o financiamento do comércio exterior.

Além dessa operação, a autoridade monetária realizou nesta segunda-feira um leilão de dólares no mercado à vista e um leilão de swap cambial tradicional, em que a totalidade dos 16.000 contratos oferecidos, ou US$ 789 milhões, foi vendida.

Segundo um gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, a concentração da compra dos contratos "em poucas mãos" levou os outros agentes que precisavam zerar suas posições no mercado futuro a buscar dólares no mercado à vista, ajudando a impulsionar a moeda norte-americana no final do dia.

(Com informações do Valor Online, da Agência Estado e da Reuters) 

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