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Bovespa dispara e fecha em alta de 8,31%; dólar sobe 0,81%

Contagiada pelo bom humor do mercado mundial e impulsionada pelas ações do setor de commodities, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a segunda feira em alta de 8,31%, aos 38.284 pontos.

Redação com agências |


Com uma disparada de 8,31 por cento, o Ibovespa chegou aos 38.284 pontos. O giro financeiro da sessão somou 4,79 bilhões de reais, acima da média diária recente.

De acordo com profissionais do mercado, o foco dos negócios foi o anúncio feito no sábado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de um plano para criar 2,5 milhões de empregos, que incluiria o maior investimento em infra-estrutura desde a década de 1950.

Em outra frente, o mercado também aguardava detalhes de outro plano, este destinado a injetar cerca de 15 bilhões de dólares em recursos do governo nas montadoras de veículos do país para salvá-las da falência.

"Num dia de agenda econômica fraca, o investidor procurou alguma notícia para voltar a comprar ações e encontrou nesses planos", disse Roberto Além, economista da M2 Investimentos.

A expectativa de que empresas ligadas a energia e commodities metálicas seja beneficiadas com o plano de Obama levantou as ações de empresas ligadas a esses setores.

Na esteira da disparada de 7% da cotação do barril de petróleo, Petrobras deu um salto de 11,3%, a R$ 20,21.

Ainda mais otimismo foi depositado no setor siderúrgico. Gerdau, que tem filiais nos Estados Unidos, cresceu 14,4%, para R$ 15,60. Usiminas foi além, disparando 15,4%, a R$ 25,62.

Num clima de tal entusiasmo, nem o anúncio da Vale, de paralisação de duas pelotizadoras no Espírito Santo, por causa da desaceleração global, conseguiu impedir a ação da empresa de subir 10,3%, a R$ 23,71.

E a onda compradora, inicialmente concentrada nas ações de empresas com alguma ligação com obras públicas, acabou se espraiando para todos os setores da bolsa. Das 66 ações que compõem o Ibovespa, 57 registraram valorização.

Segundo profissionais do mercado, o anúncio de desaceleração na inflação doméstica acrescentou otimismo ao investidor da Bovespa.

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,07% em novembro, seguindo o avanço de 1,09% em outubro, derrubando os juros futuros na BM&F e alimentando expectativas de que o Banco Central antecipe para o início de 2009 o início de um ciclo de cortes do juro doméstico, hoje em 13,75% ao ano.

Dólar

A moeda norte-americana teve mais um pregão de instabilidade ante o real. Depois das perdas acentuadas registradas pela manhã, a divisa fechou o dia em alta de 0,81% ante o real, cotada a R$ 2,50.

Nos primeiros negócios, o dólar chegou a cair quase 2%. Na segunda parte da sessão, entretanto, o mercado de câmbio reverteu a tendência, dando margem para a realização de um leilão de venda de dólares pelo Banco Central. "Acho que o mercado estava chamando o BC", afirmou o diretor de câmbio de uma corretora em São Paulo que preferiu não ser identificado.

Analistas têm apontado como principal causa da forte volatilidade apresentada pelo mercado de câmbio nos últimos dias uma espécie de "disputa" entre investidores e BC, num contexto de saída de recursos.

"Tem um componente bastante forte: os investidores estrangeiros, que apresentam uma posição muito elevada apostando no dólar pressionado", observou Hélio Ozaki, gerente de câmbio do banco Rendimento.

Segundo os dados mais recentes atualizados pela BM&F, os investidores estrangeiros sustentavam mais de US$ 13 bilhões em posições compradas no mercado futuro de dólar. Na prática, essa exposição significa uma aposta na alta da moeda norte-americana.

(Com informações do Valor Online, Reuters e Agência Estado)

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