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SÃO PAULO - A alta registrada no último pregão, que mostrou novo fôlego do mercado acionário após três baixas seguidas, poderá ser vista mais uma vez nos negócios desta quarta-feira. A indicação parte do Ibovespa futuro, que subia, há pouco, 0,41%, aos 70.

750 pontos.

Ontem, a Bolsa teve um dia positivo, seguindo a valorização registrada nos mercados mundiais, embora com maior intensidade. O Ibovespa subiu 1,33%, a 69.942 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,182 bilhões.

Conforme esperado, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou a manutenção da taxa básica de juros do país no intervalo de zero a 0,25% ao ano.

Os agentes também não encontraram surpresas no comunicado divulgado após o encontro, já que a instituição voltou a sinalizar que os juros devem seguir baixos por um período extenso.

Ainda no cenário externo, as preocupações em relação à situação fiscal grega foram aliviadas, depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S & P) ter removido os ratings da Grécia da lista de observação (CreditWatch). A agência não planeja rebaixar a classificação de crédito do país por ora, mesmo diante da crise nas contas públicas gregas.

No cenário corporativo, o aumento dos preços das commodities trouxe ganhos para ações de peso no mercado doméstico, entre as quais a PNA da Vale, que subiu 2,41%, a R$ 47,83, e girou R$ 583,9 milhões. Os papéis PN da Petrobras, por sua vez, se apreciaram em 1,19%, a R$ 37,21, com volume negociado de R$ 473,6 milhões.

Nesta quarta-feira, as atenções dos agentes recaem sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que anuncia hoje sua decisão para a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 8,75% ao ano e o mercado segue bem dividido em relação à expectativa para o encontro.

Na Europa, os índices acionários operavam em alta. Minutos atrás, o FTSE-100, de Londres, avançava 0,42%, enquanto o DAX, de Frankfurt, subia 0,80%, e o CAC-40, de Paris, aumentava 0,43%.

Na Ásia, as bolsas também encerraram a sessão desta quarta-feira no campo positivo. Além do anúncio do Fed, também pesou sobre aquele mercado a decisão do Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês), que manteve o juro básico em 0,1% e decidiu dobrar o montante disponível em seu programa de financiamento de curto prazo, de 10 trilhões de ienes para 20 trilhões de ienes.

O Shanghai Composite, de Xangai, subiu 1,93%, o Nikkei 225, de Tóquio, teve alta de 1,17%, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,72%, e o Kospi, de Seul, aumentou 2,11%.

No mercado de câmbio, o dólar iniciava os negócios em baixa. Há instantes, a moeda americana tinha desvalorização de 0,22%, a R$ 1,764. No cenário externo, o euro operava estável, enquanto a libra ganhava força ante o dólar.

(Beatriz Cutait | Valor)

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