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Bovespa deve seguir humor externo e operar em baixa hoje

SÃO PAULO - A terça-feira deve ser negativa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro e está alinhada com o observado em outras praças de negociação.

Valor Online |

Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro, contrato que vence amanhã, cedia 1,89%, para 40.850 pontos.

Em Wall Street, os investidores voltam de feriado e não encontram boas notícias. Além da preocupação com o setor financeiro, que segue sem solução para a montanha de ativos podres que carrega, as montadoras voltaram ao foco. Hoje, General Motors (GM) e Chrysler devem apresentar seus planos de reestruturação, uma condição para ter acesso a dinheiro do governo. Ainda no setor, a Daimler registrou prejuízo no quarto trimestre, reflexo de sua participação na Chrysler e de uma queda acentuada nas vendas da marca Mercedes-Benz.

A agenda é pouco relevante, com dados sobre atividade industrial na região de Nova York e fluxo de investimentos estrangeiros. Os agentes também estão de olho no resultado da varejista Wal-Mart.

Na Europa, a terça-feira é de perdas acentuadas. Há pouco, o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, declinava 2,17%, e o Xetra-DAX, de Frankfurt, cedia 2,48%.

Mais uma vez os bancos puxavam as vendas. Um relatório da agência de classificação de risco Moody´s aponta que a retração econômica no Leste Europeu terá impacto sobre os bancos locais, atingindo também as instituições no Oeste, mais notadamente na Áustria, Itália, France, Bélgica e Alemanha.

Refletindo o ambiente de aversão ao risco, o dólar ganha sobre as principais moedas e ouro sobe com força. Por aqui, a divisa americana também avança ante o real retomando o patamar de R$ 2,3. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,302 na venda, elevação de 1%.

Na sessão de ontem, as compras nos instantes finais do pregão puxaram o Ibovespa para o território positivo. Depois e cair mais de 1,5%, o índice fechou com alta de 0,40%, aos 41.841 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,92 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões em opções sobre ações. Petrobras e Vale concentraram o fluxo comprador.

Na Ásia, o setor financeiro também dá sinais de fraqueza. O sul-coreano Woori Bank anunciou que buscará funding de cerca de US$ 1,4 bilhão junto ao governo para elevar sua base de capital. Tal notícia ajudou a bolsa de Seul a perder 4,11%.

Já em Hong Kong, o Bank of East Asia, que sofreu uma corrida de saques em setembro, apontou prejuízo maior do que o esperado. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, cedeu 3,79%. Xangai recuou 2,93%. E em Tóquio, o Nikkei 225 teve desvalorização de 1,35%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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