SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve dar continuidade à trajetória iniciada no pregão de terça-feira e começar as operações desta jornada no campo negativo. A sinalização é dada pelo Ibovespa futuro, que recuava 0,61% instantes atrás, para 70.

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve dar continuidade à trajetória iniciada no pregão de terça-feira e começar as operações desta jornada no campo negativo. A sinalização é dada pelo Ibovespa futuro, que recuava 0,61% instantes atrás, para 70.540 pontos. Ontem, o principal índice do mercado acionário brasileiro perdeu o patamar de 71 mil pontos ao cair 0,43%, aos 70.792 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,424 bilhões. A sessão passada foi marcada pelo aumento da aversão a risco, tendo em vista a possibilidade de um aperto monetário nos Estados Unidos e na China e novas incertezas sobre a situação fiscal da Grécia. Nesta quinta-feira, a agenda é carregada e o foco dos investidores está na Europa. O Banco Central Europeu (BCE) deixou a taxa de juro da zona do euro em 1%, como era esperado. O comitê de política monetária do Banco da Inglaterra conservou, por sua vez, a taxa de juro em 0,5%. Pesquisa da agência Eurostat mostrou que as vendas no varejo diminuíram 0,6% na zona do euro entre janeiro e fevereiro e ficaram estáveis na União Europeia. Na abertura do ano, o indicador declinou 0,2% e 0,4%, respectivamente. Na comparação com fevereiro de 2009, as vendas no varejo baixaram 1,1% na zona do euro e recuaram 0,7% na União Europeia. Nos Estados Unidos, a agenda é magra, reservando apenas os pedidos semanais por segundo-desemprego. Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa. Ontem, o índice Dow Jones registrou queda de 0,66%, aos 10.898 pontos, o Nasdaq perdeu 0,23%, aos 2.431 pontos, e o S & P 500 recuou 0,59%, aos 1.182 pontos. Na Europa, as bolsas também operavam com perdas e, na Ásia, os principais índices adotaram a mesma direção. O Shanghai Composite, de Xangai, cedeu 0,94% e o índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,10%. No cenário corporativo brasileiro, a Positivo Informática negou na noite de ontem que esteja negociando a venda de seu controle para a chinesa Lenovo. Comentários envolvendo as duas companhias têm sido recorrentes no mercado. Ontem, as ações da Positivo dispararam 6,45% na Bovespa, para R$ 18,79. " Verificando a ocorrência de um aumento atípico de volume nos negócios cursados no pregão da BM & FBovespa nesta data, além de oscilações atípicas nas cotações das suas ações, a Positivo Informática vem a público esclarecer - após haver consultado seus acionistas controladores - que tais rumores não têm qualquer fundamento, uma vez que inexiste negociação em curso " , afirmou nota da empresa. Já a Petrobras informou que a perfuração de um novo poço na área de Tupi reforçou as estimativas feitas pela companhia, de que a área tem um potencial de 5 a 8 bilhões de barris, com óleo de 25 graus API. Segundo a estatal, o novo poço, denominado 3-BRSA-795-RJS (3-RJS-666), está localizado em lâmina d ? água de 2.131 metros, a cerca de 270 km da costa do Rio de Janeiro e a 12,5 km a nordeste do poço descobridor 1-RJS-628 (1-BRSA-369), conhecido como Tupi. " A conjunção das informações obtidas neste poço com aquelas obtidas nos demais poços já perfurados reforçam as estimativas do potencial de 5 a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal da área de Tupi " , disse a Petrobras. Na quarta-feira, as ações PN da Petrobras recuaram 0,77%, a R$ 35,8, com volume movimentado de R$ 540,9 milhões. No setor logístico, a ALL anunciou o maior negócio já fechado pela empresa na área de siderurgia, um contrato com a Usiminas para transportar até 95 mil toneladas de bobinas de aço ao mês entre os polos produtores em Cubatão (SP) e Ipatinga (MG) e o Sul do país. O contrato envolve investimentos de R$ 235 milhões em terminais e material rodante, e deve estar totalmente concluído no fim de 2011. As units da companhia caíram ontem 0,63%, a R$ 15,78. No mercado de câmbio, o dólar ganha força sobre as principais moedas, inclusive o real. Há pouco, a divisa americana era cotada a R$ 1,786 na compra e a R$ 1,788 na venda, apreciação de 0,56%. Já o contrato futuro avançava 0,33%, para R$ 1,795. (Beatriz Cutait | Valor)
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