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Bovespa deve iniciar negócios em alta, na cola do mercado externo

SÃO PAULO - Na continuidade da volatilidade que tem sido demonstrada pelos mercados em meio à crise econômica que assombra a Europa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve iniciar as operações desta quarta-feira no azul, na busca, mais uma vez, dos 65 mil pontos. A indicação parte do Ibovespa futuro que, há pouco, avançava 0,69%, aos 65.

Valor Online |

SÃO PAULO - Na continuidade da volatilidade que tem sido demonstrada pelos mercados em meio à crise econômica que assombra a Europa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve iniciar as operações desta quarta-feira no azul, na busca, mais uma vez, dos 65 mil pontos. A indicação parte do Ibovespa futuro que, há pouco, avançava 0,69%, aos 65.200 pontos. Ontem, uma realização de lucros, tendo em vista a alta de mais de 4% do dia anterior, e as incertezas sobre o pacote de ajuda financeira à Europa levaram o principal índice da Bovespa a cair 1,57%, aos 64.424 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,081 bilhões. Na agenda desta quarta-feira, no cenário interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as vendas no varejo nacional tiveram alta de 1,6% em março, em relação a um mês antes, quando subiram 1,8%, na série com ajuste sazonal. Em relação ao terceiro mês de 2009, houve elevação de 15,7%. Quanto à receita nominal de vendas, o IBGE registrou acréscimo de 0,9% no mês de março e de 19,1% no confronto com o terceiro mês de 2009. Já na Europa, a agência Eurostat apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 0,2% no primeiro trimestre, em relação aos três meses antecedentes. Na União Europeia, as economias da região também tiveram crescimento de 0,2% no período. Em relação ao trimestre inicial do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB teve expansão de 0,5% na área da moeda comum e de 0,3% no bloco europeu entre janeiro e março de 2010. No quarto trimestre de 2009, a zona do euro havia registrado estabilidade, enquanto a União Europeia tinha apresentado expansão de 0,1%. Já a economia grega caiu 2,3% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009. Perante o quarto trimestre de 2009, o PIB do país diminuiu 0,8% entre janeiro e março deste exercício. Nos Estados Unidos, os investidores ainda analisam o resultado da balança comercial em março, o déficit orçamentário e os pedidos semanais por empréstimos hipotecários. Pela manhã, os índices futuros americanos avançavam, assim como as bolsas europeias. Na Ásia, as bolsas fecharam o dia sem uma direção comum. O índice Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,31%, aos 2.655 pontos, assim como o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,33%, aos 20.212 pontos. Em sentido contrário, em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 0,16%, para 10.394 pontos, e, em Seul, o Kospi declinou 0,43%, aos 1.663 pontos. No cenário corporativo brasileiro, na temporada de balanços, a BM & FBovespa revelou que encerrou o primeiro trimestre de 2010 com lucro líquido societário de R$ 282,6 milhões, uma alta de 24,5% ante os R$ 227 milhões de mesmo intervalo de 2009. Ajustado, o lucro líquido subiu 64,1%, indo de R$ 245,8 milhões para R$ 403,2 milhões. Já a CPFL Energia registrou lucro de R$ 390,199 milhões no primeiro trimestre, superando em 38% o ganho de igual período do ano passado (R$ 282,703 milhões). Nessa base de comparação, a receita líquida subiu 16,7%, chegando a R$ 2,785 bilhões. Nos Estados Unidos, a Walt Disney mostrou que seu lucro saltou 55% no último trimestre, impulsionado pela bilheteria do filme "Alice no País das Maravilhas". O ganho líquido da empresa chegou a US$ 953 milhões, ou US$ 0,48 por ação, comparáveis com US$ 613 milhões, ou US$ 0,33 por ação, do mesmo trimestre do ano passado. As receitas subiram 6%, de US$ 8,1 bilhões para US$ 8,6 bilhões. Os resultados para o segundo trimestre fiscal superaram as previsões de Wall Street. Analistas esperavam lucro de US$ 0,46 por ação e receita de US$ 8,4 bilhões. No mercado de câmbio, o dólar perde força para a moeda brasileira. Há pouco, a divisa americana tinha depreciação de 0,28%, a R$ 1,778 na venda. O contrato futuro de junho cedia 0,69%, para R$ 1,7845. (Beatriz Cutait | Valor)

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