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Bovespa deve iniciar negócios em alta, em dia de agenda esvaziada

SÃO PAULO - Num dia de agenda esvaziada, sem indicadores previstos tanto no Brasil, como nos Estados Unidos, os investidores devem voltar as atenções para a Europa, à espera de novas notícias sobre a Grécia, e ao cenário corporativo, ainda com a temporada de balanços. Ontem, o Ibovespa encerrou a jornada praticamente estável, com queda de 0,04%, aos 69.697 pontos, e girou R$ 5,657 bilhões.

Valor Online |

Há pouco, o Ibovespa futuro subia 0,27%, somando 70.340 pontos.

Após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgará suas informações financeiras relativas ao último trimestre de 2009 e ao fechamento do calendário.

A divulgação aconteceria no dia 26 de fevereiro, mas foi adiada na véspera por problemas de agenda dos conselheiros da companhia, que têm de se reunir para aprovar os números.

Ontem, as ações preferenciais da estatal cederam 0,34%, a R$ 37,02, com volume de R$ 446,5 milhões.

Também devem voltar às atenções dos agentes os papéis de empresas pertencentes ao grupo EBX, do empresário Eike Batista.

A oferta de ações da OffShore Services X (OSX), futuro estaleiro a ser instalado em Santa Catarina pelo grupo EBX, conseguiu levantar apenas R$ 2,817 bilhões, bem abaixo dos R$ 9,9 bilhões que a operação poderia alcançar inicialmente.

Os papéis foram vendidos a R$ 800,00 cada, o que representa um desconto de 20% em relação ao piso do intervalo de preço sugerido inicialmente, que variava de R$ 1.000 a R$ 1.333,00. Ao todo, foram colocadas 3.522.450 ações ordinárias, ante a expectativa anterior de 5.511.739 ações.

Considerando o preço da emissão, de R$ 800,00 por ação, a OSX chega à Bovespa com valor de mercado de R$ 11,8 bilhões e com cerca de um quarto dos papéis em circulação ("free float").

Na quinta-feira, as ações ON da LLX caíram 2,61%, a R$ 8,57, os papéis ON da MMX declinaram 2,53%, a R$ 13,43. Além disso, as ações ON da OGX Petróleo recuaram 1,77%, a R$ 16,6, com giro de R$ 311,2 milhões.

A Vale propôs às siderúrgicas da China um aumento no preço do minério de ferro entre 90% e 100%, de acordo com o vice-presidente da Associação do Ferro e Aço da China (Cisa, na sigla em inglês), Luo Bingsheng.

Ele revelou que, em um primeiro momento, a Vale pediu um reajuste de 90% e, depois, sugeriu uma elevação de 100% no preço. A Cisa é uma das principais negociadoras de preços do minério de ferro com empresas como Vale, Rio Tinto e BHP Billiton.

As ações PNA da Vale caíram ontem 0,65%, a R$ 47,34.

No setor aéreo, a Embraer registrou lucro líquido de R$ 894,6 milhões em 2009, um crescimento de 108,6% sobre os R$ 428,8 milhões apurados em 2008.

O resultado final foi impulsionado por um ganho de R$ 376,6 milhões na linha do balanço para imposto de renda e contribuição social diferidos, revertendo a perda de R$ 411,5 milhões registrada na mesma linha em 2008.

A receita líquida da fabricante de aviões recuou 7,9%, para R$ 10,812 bilhões. Ontem, as ações ON subiram 0,39%, a R$ 10,34.

No front europeu, representantes do governo da Alemanha disseram que Berlim não está descartando auxílio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia, mas notaram que não é necessária nenhuma decisão neste momento.

Na Europa, as bolsas operavam no campo positivo. Em Wall Street, os índice futuros não definiram direção única.

Na Ásia, o mercado fechou em alta, ainda repercutindo os indicadores americanos positivos revelados ontem. O Shanghai Composite, de Xangai, aumentou 0,71%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve alta de 0,75%, enquanto, em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,19%, e em Seul, o Kospi teve ganho de 0,65%.

No mercado de câmbio, o dólar voltou a ganhar força sobre o real. Há instantes, a moeda americana tinha valorização de 0,39%, a R$ 1,796. No cenário externo, o euro estava estável e a libra declinava sobre o dólar.

(Beatriz Cutait | Valor)

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