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Bovespa deve iniciar jornada em alta, na cola do mercado europeu

SÃO PAULO - Depois da valorização de ontem, que seguiu três baixas consecutivas, o mercado acionário brasileiro deve iniciar a jornada desta terça-feira novamente no campo positivo, na mesma trajetória dos mercados europeus. Há pouco, o índice futuro subia 0,38%, aos 69.755 pontos.

Valor Online |

Ontem, o Ibovespa avançou 0,31%, aos 69.041 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,11 bilhões.

Na Europa, as principais bolsas registravam ganhos. A chegada de notícias sobre a possível ajuda da União Europeia à Grécia permanece no foco dos investidores, o que pode trazer volatilidade para os mercados, tendo em vista a expectativa em relação ao início da reunião da Comissão Europeia, na quinta-feira, em Bruxelas.

O ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou hoje que espera uma "solução europeia" em relação a como lidar com a crise da dívida do país. Ele tem a expectativa de que, durante o encontro desta semana, poderá ser encontrado um mecanismo para garantir a estabilidade da zona do euro.

Em entrevista ao jornal Financial Times (FT), o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse estar confiante de que a Alemanha pode fornecer ajuda financeira aos gregos se houver necessidade. O governo alemão resiste aos pedidos de um acordo rápido sobre um plano de socorro para Atenas.

Nesta manhã, na agenda de indicadores europeus, foi divulgado que o índice anual de preços ao consumidor no Reino Unido (IPC), medida usada para a meta de inflação oficial, subiu 3% em fevereiro, taxa menor que a verificada um mês antes, de 3,5%.

Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam bem próximos da estabilidade. Nesta manhã, será divulgado o resultado da venda de casas usadas no mês passado.

Ontem, o índice Dow Jones fechou com elevação de 0,41%, enquanto o S & P 500 subiu 0,51% e o Nasdaq teve acréscimo de 0,88%.

Na Ásia, ainda repercutindo os eventos da última sessão, as bolsas asiáticas fecharam sem rumo definido. O Shanghai Composite, de Xangai, baixou 0,70%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,26%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve queda de 0,47%, e, em Seul, o Kospi aumentou 0,55%.

No mercado corporativo, a Petrobras informou na noite de ontem que registrou, em fevereiro, uma produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior de 2,560 millhões de barris de óleo equivalente (boed), o que representa um aumento de 1,4% em relação à média de janeiro, de 2,525 milhões de barris de óleo equivalente.

A estatal ainda divulgou que iniciou o Teste de Longa Duração (TLD) das áreas de Tiro e Sídon, na Bacia de Santos. A empresa instalou no local a plataforma semi-submersível Atlantic Zephyr, com capacidade de produzir 20 mil barris de petróleo por dia (bpd) e para tratamento de 475.720 metros cúbico de gás por dia.

Segundo a Petrobras, o volume recuperável estimado é de 150 milhões de barris de óleo equivalente. Os primeiros resultados indicam a presença de óleo de boa qualidade (34º API).

Ontem, as ações preferenciais da Petrobras fecharam praticamente estáveis, com alta de 0,02%, a R$ 36,24, com giro de R$ 485,7 milhões.

Já a Vale revelou que realizará o pagamento de remuneração das debêntures participativas, no valor de R$ 0,022283018 por debênture, totalizando R$ 8,658 milhões. O pagamento será efetuado no dia 1 de abril, por meio da Cetip. Ontem, os papéis PNA da Vale subiram 1,11%, a R$ 47,32.

Na segunda-feira, começaram a ser negociados os papéis da OffShore Services X (OSX), futuro estaleiro a ser instalado em Santa Catarina e quinta empresa a ser listada pelo grupo EBX na bolsa brasileira. Em sua abertura, as ações, despencaram 12,5%, para R$ 700, e tiveram giro de R$ 367,8 milhões.

Dando continuidade à temporada brasileira de balanços, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou lucro líquido de R$ 180 milhões no quarto trimestre de 2009, resultado praticamente estável em relação aos R$ 179,7 milhões obtido em igual trimestre de 2008. A receita líquida cresceu 5,9% no trimestre, para R$ 1,485 bilhão.

No acumulado de 2009, o lucro líquido caiu 4,8% na comparação com 2008, para R$ 1,026 bilhão. A receita líquida aumentou 2,9%, somando R$ 5,617 bilhões.

Ontem, os papéis ON da companhia ficaram estáveis, a R$ 37,50.

No mercado de câmbio, após três dias positivos para a moeda americana, o real volta a ganhar força no início desta jornada.

Há instantes, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,72%, a R$ 1,787. No cenário externo, o euro e a libra declinavam ante a divisa americana.

(Beatriz Cutait | Valor)

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