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Bovespa deve abrir terça-feira com variação negativa

SÃO PAULO - A terça-feira deve começar de forma negativa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Tal indicação é dada pelo Ibovespa com vencimento em fevereiro, que apontava queda de 0,90%, para 38.

Valor Online |

450 pontos.

Já em Wall Street, os índices futuros operam em território positivo, com os agentes nivelando por baixo fracos resultados corporativos como o da American Express, que teve queda de 79% no lucro do quarto trimestre, e da Texas Instruments, que viu o ganho líquido despencar de US$ 756 milhões, para US$ 107 milhões. De acordo com os analistas estrangeiros, os resultados vieram tão ruins como o esperado, mas não piores.

Hoje, destaque para os números do Yahoo e Verizon. Na agenda, atenção para o índice de confiança do consumidor e para o indicador de preço de imóveis da S & P/Case-Shiller. Ainda no setor imobiliário, a Fannie Mae anunciou que precisa de US$ 11 bilhões a US$ 16 bilhões para cobrir perdas com defaults hipotecários.

No campo político, os agentes repercutem a aprovação de Timothy Geithner pelo Senado para o cargo de secretário do Tesouro. E ainda hoje, o presidente Barack Obama deve conversar sobre seu plano de recuperação com os congressistas republicanos e democratas.

Na Europa, os resultados também são pouco animadores. O conglomerado alemão Siemens viu seu lucro cair 81%, para US$ 1,6 bilhão, no seu primeiro trimestre fiscal. E a inglesa DuPont reduziu a previsão de ganho para todo 2009 depois de registrar prejuízo de US$ 629 milhões no quarto trimestre.

Além dos fracos números trimestrais os investidores voltaram a se desfazer das ações dos bancos, o que segura a Bolsa de Londres em baixa, com o índice FTSE-100 perdendo 1,51%. Já em Frankfurt, o Xetra-DAX recuava 0,93%. O humor não melhorou mesmo depois que o índice que mede o clima de negócios na Alemanha subiu pela primeira vez em oito meses.

No câmbio, o começo de pregão é instável, com o dólar resistindo a romper o patamar de R$ 2,30. Há pouco, a divisa valia R$ 2,307, baixa de 0,12%.

Segundo a AGK Corretora de Câmbio, o investimento estrangeiro recorde na série histórica de US$ 8,1 bilhões em dezembro e a redução da remessa de lucros e dividendos em janeiro, que até o dia 26 tinha sido de apenas US$ 480 milhões contra mais de US$ 3 bilhões em dezembro, trazem perspectivas um pouco melhores para as contas externas do país e, conseqüentemente, para o preço da moeda.

Na sessão de ontem, os agentes lidaram com fracos resultados trimestrais e uma rodada de demissões ao redor do mundo anunciadas por empresas como Caterpillar, Philips e ING. No entanto, as compras prevaleceram tanto aqui quanto em Wall Street.

Ao final do pregão o Ibovespa registrava alta de 0,99%, para 38.509 pontos, e giro financeiro de R$ 3,05 bilhões. Em Nova York, o Dow Jones ganhou 0,48%, e o Nasdaq valorizou 0,82%.

Na Ásia, grande parte dos mercados segue fechada em função de feriado, mas a Bolsa de Tóquio recuperou a acentuada perda da segunda-feira, fechando com alta de 4,93%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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