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Bovespa despenca quase 8%; dólar sobe apesar de ação do BC

Pessimismo externo, queda no preço das commodities e um resultado tido como ruim da Petrobras puxaram a maior queda em três semanas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Redação com agências |

 

A Bovespa encerrou o pregão em queda de 7,75%, aos 34.373 pontos. No ano, a queda atinge 46,19%. O giro financeiro negociado no pregão paulista foi mais forte, com investidores estrangeiros na ponta vendedora, com o reforço da aversão ao risco, e somou R$ 5,093 bilhões.

Segundo o economista da M2 Investimentos, Roberto Alem, o grande problema do dia foi o resultado da Petrobras. Apesar do lucro recorde de R$ 10,8 bilhões, o balanço mostrou aumento nos custos e queda acentuada nas margens. Segundo Alem, isso causa preocupação quanto à capacidade da estatal de gerar lucro em um momento de queda acentuada no preço do petróleo.

Ainda de acordo com o economista, esse quadro também gera dúvidas sobre a viabilidade da exploração de petróleo na área do pré-sal, ainda mais se for levada em conta a escassez de crédito.

O papel PN da estatal fechou o dia valendo 13,75% menos, a R$ 20,62, e o ON caiu 13,25%, para R$ 24,94. Citando as mesmas preocupações, os analistas do Credit Suisse cortaram a recomendação para as ações da estatal de "outperform" para "neutro".

As vendas por aqui também seguiram o mercado norte-americano, onde o pessimismo se aprofundou depois que o presidente do Tesouro, Henry Paulson, anunciou mudanças no plano de US$ 700 bilhões aprovado recentemente pelo congresso.

Segundo Paulson, o governo não vai mais comprar ativos podres que estão com as instituições financeiras, algo esperado pelos investidores. Segundo o secretário, será mantida a política de comprara ações dos bancos como forma de melhorar os balanços.

Além disso, Paulson apontou uma nova meta para o programa: dar suporte ao credito ao consumidor em áreas como cartões de crédito, financiamento de veículos e crédito para estudantes.

Na Europa, onde as bolsas registraram perdas de 1% a 3%, as notícias também não foram favoráveis. O Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, o que indica que a economia da região entrou em recessão. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego na região aumentou 36,5 mil em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e no nono mês consecutivo de avanço.

Entre os ativos de maior peso na carteira da Bovespa, Vale PNA recuou 6,65%, para a R$ 23,86; BM & FBovespa ON teve baixa de 8,45%, para R$ 5,20; Bradesco PN se desvalorizou 7,83%, a R$ 21,75; e Vale ON diminuiu 6,51%, para R$ 26,41.

Dólar

As atuações no Banco Central tanto no mercado à vista quanto no futuro, via operações de swap, não impediram a forte valorização no preço da moeda norte-americana nesta quarta-feira.

A moeda americana encerrou esta quarta-feira com alta de 2,88%, cotada a R$ 2,289.

Ausente nas vendas direitas de dólar em leilão desde a quinta-feira da semana passada (dia 6), o BC retomou a venda direta da moeda norte-americana hoje, segundo operadores, porque teria ocorrido demanda pontual de investidores para remessas de recursos ao exterior.

Outro fator de pressão sobre as cotações do dólar na sessão de hoje foi o fortalecimento externo da moeda norte-americana ante o euro, amparado pela demanda de investidores que saíram das bolsas e de posições em commodities, principalmente o petróleo, que caminha para fechar na casa dos US$ 56,00 o barril hoje em Nova York.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

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