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Bovespa despenca 6,5%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até ensaiou uma recuperação, seguindo a alta nas bolsas de Nova York, mas encerrou os negócios desta segunda-feira em forte queda de 6,5%, aos 29.435 pontos, no 5º dia seguido de perdas. Este é o menor nível desde 28 de outubro de 2005.

Redação com agências |

 

Somente neste mês, o índice acumula queda de 40,6%.

Diante da ausência de investidores estrangeiros e da retração dos investidores locais, bem como do afastamento de especuladores ao longo da sessão - em razão da falta de expectativa para o curto prazo - a Bovespa encerrou os negócios do dia com um volume pequeno, de apenas R$ 3,245 bilhões - o menor desde 1º de setembro, quando o feriado do Dia do Trabalho nos EUA reduziu o giro no pregão brasileiro para apenas R$ 1,998 bilhão.

O dia amanheceu bastante ruim, com a Ásia novamente ladeira abaixo, movimento posteriormente acompanhado pela Europa. Logo cedo, o G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) alertou para os riscos da apreciação do iene, que ajudou a derrubar as ações na Bolsa de Tóquio. O Nikkei terminou na mínima em 26 anos depois, de cair mais de 6%. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda superior a 12%. Na Europa, a jornada também foi negativa: a bolsa londrina caiu 0,79% e a parisiense cedeu 3,96%. Em Frankfurt, contudo, a bolsa encerrou a sessão com valorização de 0,91%.

Nos EUA, a semana começou com volatilidade nas bolsas americanas, que oscilaram entre os territórios positivo e negativo ao longo do dia. No noticiário, a inesperada elevação nas vendas de imóveis novos nos país em setembro. Após cair ao menor nível em 17 anos em agosto, as vendas subiram 2,7% no mês passado, para 464 mil unidades, surpreendendo os economistas que esperavam 455 mil unidades vendidas em setembro.

A recuperação parcial do petróleo foi o que ajudou a aliviar as perdas na Bovespa na parte da tarde, uma vez que amenizou o declínio das ações da Petrobras - um dos fatores que pressionaram o índice local em baixa, tendo em vista a participação significativa dos papéis na carteira do Ibovespa.

Mas o respiro da matéria-prima (commodity) não durou no mercado internacional, bem como o seu efeito benigno sobre o mercado brasileiro. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro encerrou a US$ 63,22, em queda de 1,45%, no menor nível desde maio de 2007. Na Bovespa, a ação preferencial (PN) da Petrobras perdeu 11,23% e a ordinárias (ON) caiu 9,28%.

Outra pressão de baixa veio das ações da Vale e de algumas siderúrgicas. Apesar da alta nos preços dos metais, notícias e relatórios desfavoráveis no que diz respeito à demanda afetaram os papéis. A ação PN classe A (PNA) da Vale caiu 8,21% e a ON da mineradora recuou 9,39%. Entre as siderúrgicas listadas no Ibovespa, Gerdau PN declinou 8,78%, Usiminas desvalorizou-se 4,81% e CSN ON perdeu 3,96%.

O setor bancário também se destacou no noticiário hoje. Após o Unibanco antecipar seu resultado para a última sexta-feira, hoje foi a vez de o Itaú fazer o mesmo. O Bradesco também publicou seu balanço - mas conforme o cronograma já previsto. Além disso, o Banco Central anunciou mais uma medida a fim de prover liquidez ao sistema: anunciou a Circular 3.416 que prevê a redução do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista para instituições financeiras que adiantarem contribuições mensais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

As ações do setor sustentaram-se em território positivo na maior parte do dia, mas sucumbiram à piora nos minutos finais do pregão: Bradesco PN caiu 4,35%, Itaú PN encerrou estável, Banco do Brasil ON cedeu 8,24% (este papel já operara em baixa durante o dia) e Unibanco Unit caiu 2,10%. Porém, Nossa Caixa ON subiu 0,37%.

Dólar

O mercado doméstico de câmbio praticamente descolou-se hoje da volatilidade das bolsas e do dólar no mercado internacional, graças aos leilões do Banco Central realizados nesta segunda-feira. Desta vez, a autoridade monetária fez apenas dois leilões na sessão, mas vendeu um volume de moeda expressivo, equivalente a cerca de US$ 2 bilhões, através de swap cambial e de venda com recompra futura.  A moeda fechou em queda de 3,14%, cotada a R$ 2,255.

O Banco Central (BC) vendeu parte dos contratos de swap cambial oferecidos em leilão nesta tarde. Na transação, realizada das 12h45 às 13h, a autoridade monetária vendeu US$ 1,113 bilhão em contratos de swap cambial com ajuste periódico.

O mercado aceitou parcialmente os 30 mil contratos leiloados em três lotes. O primeiro lote, com vencimento em 2 de janeiro de 2009 e 20 mil contratos, teve aceitação de 12.120 papéis. A cotação mínima foi de 98,0919, a taxa nominal foi de 11,1357% e a linear, de 10,610%.

O lote com vencimento em 1 de abril, teve aceitação de 3.030 do total de 6 mil contratos. A cotação mínima foi de 95,5566, a taxa nominal foi de 10,9855% e a linear, de 10,800%. Já dos papéis com vencimento em 1 de junho, o mercado absorveu 1.600 dos 4 mil contratos ofertados. A cotação mínima foi de 94,4357, a taxa nominal foi de 9,9141% e a linear, de 9,820%.

Com essa operação, o BC tem como objetivo fornecer "hedge" (proteção) às empresas - pagando a variação do dólar e recebendo juros.

Depois de ficar desde maio de 2006 sem fazer esse tipo de operação, o BC voltou a ofertar tais contratos diante da crise financeira mundial que vem fazendo disparar o valor do dólar perante o real.

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters)

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