Petróleo Brent cai para a casa dos US$ 100 em Londres http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/09/wall_street_fecha_em_forte_baixa_dow_jones_243_nasdaq_264_1734055.htmlWall Street fecha em forte baixa José Paulo Kupfer: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/09/09/a-ortodoxia-so-vale-ao-sul-da-linha-do-equador/A ortodoxia só vale ao sul da linha do Equador?" /
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Bovespa despenca 4,5%, abaixo dos 49 mil pontos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de forte queda nesta terça-feira. A bolsa paulista fechou em queda de 4,5%, aos 48.435 pontos, retornando aos níveis de agosto do ano passado. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/09/petroleo_brent_cai_para_a_casa_dos_us_100_em_londres_1733948.htmlPetróleo Brent cai para a casa dos US$ 100 em Londres http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/09/wall_street_fecha_em_forte_baixa_dow_jones_243_nasdaq_264_1734055.htmlWall Street fecha em forte baixa José Paulo Kupfer: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/09/09/a-ortodoxia-so-vale-ao-sul-da-linha-do-equador/A ortodoxia só vale ao sul da linha do Equador?

Redação com agências |

Acordo Ortográfico

No mês, as perdas atingem 13,01% e no acumulado do ano, -24,18%. O índice oscilou entre a mínima de 48.419 pontos (-4,53%) e a máxima de 50.711 pontos (-0,01%). O giro de negócios somou R$ 5 bilhões.

A Bovespa derreteu nas últimas horas de negociação. Segundo operadores, além das razões que vêm justificando as ordens de vendas nos últimos tempos e, com mais intensidade na última semana, a ampliação das perdas do petróleo nesta tarde levou ao aprofundamento do recuo no fim do pregão.

A Bolsa brasileira passou a tarde renovando as mínimas do dia, o que levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a dar declarações sobre o mercado. Segundo ele, a volatilidade atual trata-se de um movimento passageiro e tem explicação clara, no caso o preço das commodities, e o mercado maximiza o movimento tanto na alta quanto na baixa.

Arte/US
ibovespa
Fato é que os investidores estrangeiros aprofundaram a fuga dos ativos de risco em meio aos sinais intermitentes da crise norte-americana. A ajuda bilionária às agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae nos EUA, anunciada no último domingo, não conseguiu estancar os temores de que ainda há muita água a passar por baixo da ponte. Tanto que hoje o setor financeiro, onde tudo começou, foi um dos destaques de baixa nas Bolsas dos Estados Unidos com o banco de investimentos Lehman Brothers à frente. A instituição teria cogitado inclusive antecipar os números do balanço, que saem no dia 18, para tentar conter os temores de que não vai conseguir se capitalizar.

Os índices acionários em Wall Street terminaram todos na mínima pontuação do dia: Dow Jones em queda de 2,43%, aos 11.230,7 pontos, S&P em baixa de 3,41%, aos 1.224,51 pontos, Nasdaq em queda de 2,64%, aos 2.209,81 pontos. As ações de petrolíferas também foram destaques de baixa.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro recuou 2,90%, aos US$ 103,26, e, em Londres, o petróleo tipo Brent caiu abaixo de US$ 100, o que não acontecia desde abril. A recessão global naturalmente reduzirá a demanda pelas commodities, daí a liquidação nos preços - os metais e as agrícolas também recuaram. A fuga do risco também leva os investidores a se desfazerem desses ativos em procura de outros mais seguros, como os títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Esse movimento gerou um saldão na Bovespa. Petrobras ON caiu 6,99%, PN, 6,31%, Vale ON, -4,96%, Vale PNA, -4,33%, Gerdau PN, -7,85%, Metalúrgica Gerdau PN, -8,06%, CSN ON, -8,29%, Usiminas PNA, -8,67%, BM&FBovespa, -9,54%. Nos bancos, as perdas foram menores: Bradesco PN, -3,72%, Itaú PN, -2,90%, Unibanco units, -2,90%, Banco do Brasil ON, -2,10%.

Dólar

A saída de capitais do país manteve o dólar em forte alta nesta terça-feira, após uma sessão tensa com o aumento da aversão a risco no exterior e com o tombo da Bolsa de Valores de São Paulo.

A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 1,773, com alta de 2,19%. É a maior cotação de fechamento desde 30 de janeiro. Há pouco mais de um mês, a divisa estava nos menores níveis desde 1999, a cerca de R$ 1,56. De lá para cá, a disparada do dólar foi de 13,5%.

(Com informações da Agência Estado e Reuters)

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