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Bovespa descola do exterior e fecha em alta; dólar sobe

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou por cima da instabilidade externa e fechou quinta-feira com forte valorização.

Redação com agências |

 

Depois de um pregão de muita oscilação, a Bolsa paulista fechou com alta de 2,87%, aos 41.990 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,99 bilhões.

A alta foi garantida pelo bom desempenho dos ativos da Petrobras, Vale e siderúrgicas, que ganharam valor mesmo com a baixa no preço de algumas commodities, como o petróleo.

Seguindo o diretor de investimentos da Prosper Gestão de Recursos, Júlio César Martins, desde o início do ano há fluxo positivo de recursos para esses setores. Apesar das dificuldades que se desenham para o ano, Martins aponta que alguns gestores estão encarteirando os papéis, acreditando que a queda de preço foi muito acentuada em 2008.

O diretor da gestora destaca, ainda, que essa realocação de investimentos é liderada pelo capital externo, que volta à Bovespa mesmo que de forma tímida. Segundo dados da própria Bovespa, nos dois primeiros dias úteis do ano, o saldo estrangeiro estava positivo em R$ 750 milhões.

Dentro do índice, Petrobras PN liderou o volume negociado registrando alta de 4,29%, para R$ 25,50. Vale PNA ganhou 3,71%, fechando a R$ 28,51. Forte valorização para o setor siderúrgico. CSN ON subiu 6,94%, para R$ 37,55, e Gerdau PN aumentou 6,82%, cotada a R$ 18,79.

Segundo Martins, a expectativa de corte de juros no mercado interno também tem influência favorável sobre os papéis. O especialista espera um corte de juros agora em janeiro entre 0,5 ponto e 0,75 ponto percentual. O mercado de juros futuros já aponta Selic abaixo de 12% no encerramento de 2009. Atualmente a taxa é de 13,75%.

Na ponta oposta, Banco do Brasil ON caiu 2,28%, para R$ 15,40. Os investidores não gostaram das notícias apontando que o banco estatal está próximo de fechar a compra do Banco Votorantim.

Dólar

O dólar avançou quase 3% frente ao real pela segunda sessão consecutiva, acompanhando a retomada da cautela pelos mercados acionários globais, mas o volume de negócios desta quinta-feira foi menor que o habitual.

A moeda americana fechou os negócios cotada a R$ 2,302, com alta de 2,72%.

"O volume hoje está baixo, o mercado está de acordo com o fluxo e esperando uma definição (das bolsas de valores) lá fora. Não é à toa que o Banco Central não tem atuado", afirmou Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora Liquidez.

Segundo os dados mais recentes atualizados pela BM&F, o volume de negócios no mercado à vista não chegava a US$ 1,5 bilhão -cerca de metade da média diária de dezembro.

Para Carvalho, o volume só deve voltar ao normal na próxima semana.

(Com informações da Reuters e Valor Online)

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