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Bovespa descola de Nova York e sobe 1,52%

SÃO PAULO - Superando a instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território positivo. Por volta das 13h20, o Ibovespa ganhava 1,52%, para 35.

Valor Online |

831 pontos, com giro em R$ 927 milhões.

Em Wall Street, o dia é de perdas, com a tomada de posição oscilando entre dados positivos, como a redução nos pedidos por seguro-desemprego e vendas acima do esperado do Wal-Mart, e indicações pouco animadoras, como a demissão de funcionários pela AT & T e Dupont. Há pouco, o Dow Jones caía 0,66%, e o Nasdaq perdia 0,44%.

Os investidores também aguardam um desfecho para o setor automotivo. Hoje, o lideres da Ford, General Motors e Chrysler voltam ao Congresso em busca dos US$ 34 bilhões que precisam para seguir operando.

De volta ao mercado interno, o dólar registra mais uma sessão de acentuada instabilidade. Segundo analistas, a formação da taxa reflete a expectativa de fluxo negativo de recursos e as posições especulativas contra o real. Há pouco, a moeda estrangeira valia R$ 2,483 na venda, alta de 0,32%. Na máxima da manhã, o dólar bateu R$ 2,522.

Para o diretor responsável pela área de análises da Petra Personal Trader, Ricardo Binelli, o mês de dezembro pode ser um pouco mais positivo para a Bovespa, mas o fluxo de notícias negativas ainda garante forte volatilidade.

Segundo o especialista, o expressivo crescimento nos pedidos por hipotecas nos EUA, conforme foi divulgado ontem, trouxe certo alento para o mercado, pois é o primeiro indício de que a série de medidas de política econômica começa a fazer efeito.

Binelli lembra que os bancos centrais atuam de forma coordenada ao redor do mundo e que tivemos uma infinidade de pacotes de estimulo fiscal e impulso ao crédito, mas que, em função da gravidade da crise, o mercado, muitas vezes, questionava a capacidade dessas medidas.

"Esses pacotes robustos devem influenciar a economia de forma positiva, mas ainda temos dados que são decorrentes de um passado recente", avalia o especialista.

Binelli toma o cuidado de ainda não fazer afirmações, mas sugere a possibilidade de o mercado já ter atingido o fundo nessa crise. Segundo o diretor da Petra Personal Trader, esse nível mínimo estaria por volta dos 31 mil pontos na Bovespa e nos 7.500 pontos para o Dow Jones.

Sempre alertando para o cenário de elevada instabilidade até o primeiro trimestre de 2009, o especialista já começa a recomendar o investimento em bolsa. "Esperamos sinais mais claros de retomada no segundo trimestre de 2009."
No âmbito corporativo, as ações da Petrobras lideram o volume negociado, avançando 0,77%, para R$ 19,46. O papel PNA da Vale firma alta de 0,84%, negociado a R$ 22,65, revertendo as perdas do período da manhã. A companhia anunciou redução na sua produção de níquel, com paralisação de minas no Canadá.

Destaque de alta para o papel PN da Sadia, que ganhava 6,03%, para R$ 3,34, refletindo a possibilidade de o Brasil voltar a exportar frango para o mercado chinês.

O setor de papel e celulose também apresenta forte movimentação. A ação PNA da Aracruz ganhava 5,02%, para R$ 1,88. A Votorantim deve apresentar nova proposta para compra de participação que ainda não detém na companhia. O papel PN VCP subia 2,93%, para R$ 12,98.

Na ponta vendedora, América Latina Logística unit caía 4,62%, negociada a R$ 10,10. B2W Varejo perdia 2,53%, para R$ 20,76, e Cteep PN diminuía 2,14%, a R$ 45,71.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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