SÃO PAULO - As últimas semanas têm sido difíceis para os mercados globais e o dia de hoje segue a tendência. O nervosismo do mercado financeiro é sentido mais uma vez nesta sexta-feira pela Bovespa, que teve os negócios suspensos - com o circuit breaker acionado às 10h35 - após cair mais de 10%.

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Por volta das 11h10, o pregão foi retomado. O índice, porém, segue em queda forte e, às 15h52, registrava baixa de 8,78%, aos 33.819 pontos. Se houver novas perdas que superem os 15%, o pregão será novamente interrompido, desta vez por uma hora.

O "circuit breaker" é um mecanismo acionado automaticamente quando as perdas da Bolsa passam de 10% na tentativa de interromper o comportamento de "manada" dos investidores e acalmar o mercado.

Leilão do BC

O Banco Central voltou ao mercado nesta sexta-feira para vender dólares pela segunda vez no dia, mas não segura a alta da moeda norte-americana. Por volta das 15h26, o dólar subia 5,36% e era cotado a R$ 2,31.

Na quinta-feira a autoridade monetária havia feito apenas uma operação do tipo. Ontem, o dólar comercial encerrou com decréscimo de 3,59%, saindo a R$ 2,19 na venda.

As expectativas dos agentes locais e estrangeiros gira em torno do encontro do G-7 em Washington, que reúne economista e presidentes de bancos centrais das economias desenvolvidas. As discussões serão sobre a crise e possíveis soluções globais que evitem o colapso econômico no mundo tudo.

Os países do G-20, do qual faz parte o Brasil, se reúnem no sábado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, já tinham agenda hoje em Washington
Nos Estados Unidos, a expectativa de rebaixamento da nota de crédito da General Motors (GM), principal razão para o tombo das ações da montadora no fim da jornada, deve continuar centrando a atenção dos investidores.

Entre indicadores, o governo americano divulgará o da balança comercial dos Estados Unidos referente ao mês de agosto, o índice de preços de importados medido em setembro e o resultado do Orçamento do Tesouro, também referente ao mês passado.

(Com EFE e Valor Online)

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