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Bovespa deixa baixa de lado e fecha em alta de 1,32%; dólar sobe

A uma hora do fechamento do pregão, a Bovespa apagou as perdas registradas até então e passou a subir, graças à redução das quedas nas bolsas norte-americanas. Os investidores aproveitaram a trégua dada por Wall Street para ir às compras, principalmente de ações ligadas às commodities (matérias-primas), ainda na esteira do pacotão econômico chinês, anunciado domingo.

Redação com Agência Estado |

 

A Vale virou para cima e as siderúrgicas, que já vinham exibindo altas, ampliaram os ganhos.

O dólar fechou com alta de 1,41%, cotado a R$ 2,222. 

O Ibovespa terminou a terça-feira em alta de 1,32%, aos 37.261,90 pontos. Oscilou entre a mínima de 35.499 pontos (-3,47%) e a máxima de 37.629 pontos (+2,32%). No mês, voltou a subir, apenas 0,02%, mas continua tendo queda no ano, de 41,67%. Por causa do feriado do Dia do Veterano nos EUA, o giro financeiro foi um pouco menor e totalizou R$ 3,354 bilhões.

Às 18h18, em Nova York o índice Dow Jones perdia 1,48%, o S&P, 1,75%, e o Nasdaq, 1,54%. As perdas mais cedo eram muito maiores, diante das notícias ruins que continuam pipocando nos Estados Unidos.

Nesta terça, a construtora Toll Brothers e a rede de cafeterias Starbucks divulgaram queda nos resultados trimestrais, enquanto a American Express ganhou rápida aprovação do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para se tornar uma holding bancária e, assim, poder ter acesso ao fundo de resgate do governo americano de US$ 700 bilhões.

Já a Alcoa anunciou um corte maior da produção de aço. Tais informações reforçam a percepção de que a inclinação dos consumidores aos gastos está piorando. "Não parece que vai melhorar, não importa quanto dinheiro vão jogar nas financeiras", disse um operador, segundo a Dow Jones.

O setor automotivo ilustra bem os efeitos da crise na economia real. As montadoras norte-americanas estão enfrentando problemas severos que terão que contar com a mão estatal para serem solucionados. O ícone desta safra ruim é a General Motors e sua saúde financeira debilitada. Seus papéis foram cotados hoje no menor valor desde 1943, a US$ 2,76, na mínima do dia.

Além dela, os investidores também estão preocupados com as fabricantes de autopeças, que podem sofrer com a falta de caixa das montadoras e deixarem de receber em caso de concordatas.

O fato de as concordatas estarem se replicando também é um viés que contribui para manter esse clima de incerteza no ar. Ontem, a Circuit City pediu concordata e há uma grande chance de a GM fazer isso em breve. "Esse movimento tem que cessar para o dinheiro voltar ao mercado acionário", prognosticou o gestor da corretora Umuarama Rafael Moysés.

Por trás desse quadro nebuloso, no entanto, estão as injeções de recursos por parte dos governos para tentar impedir uma recessão e trazer de volta a normalidade às economias. E na brecha que houve hoje, a notícia do pacote bilionário do governo chinês encontrou espaço para ecoar na Bovespa, especialmente nas ações ligadas às commodities.

A Vale, que vinha caindo desde a abertura, virou para cima e fechou com ganhos de mais de 1%. As ON avançaram 1,25% e as PNA, 1,23%. Gerdau PN subiu 6,3%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,78%, CSN ON, 3,54%, Usiminas PNA, 0,08%.

Petrobras chegou a subir, mas não sustentou os ganhos. Caiu 1,84% a ON e 0,17% a PN. Depois do fechamento do mercado, a estatal divulgou seu balanço trimestral, para o qual o mercado esperava um lucro de R$ 9,5 bilhões, na média. Porém, o resultado foi superior ao esperado. Subiu 96% em um ano, a R$ 10,852 bilhões.

Em Nova York, o petróleo recuou 4,94% e fechou a US$ 59,33 por barril, o menor preço em 19 meses.

O setor elétrico também esteve na ponta de ganhos. Eletrobrás ON subiu 10,51% e PNB, 9,91%, respectivamente segunda e terceira maiores altas do Ibovespa. A empresa vai divulgar hoje seu balanço trimestral.

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