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Bovespa começa semana com perda de 1,30%; Petrobras puxa baixa

SÃO PAULO - A semana começou com reduzido volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em função do feriado em Wall Street. Ao final do pregão, o Ibovespa apontava queda de 1,30%, aos 38.

Valor Online |

828 pontos, com giro de R$ 2,81 bilhões, sendo R$ 1,18 bilhão referente ao vencimento de opções sobre ações.

Sem negócios em Nova York, o mercado europeu serviu de referencial e a indicação foi negativa em função de novas notícias envolvendo o setor financeiro. Em Londres, as ações do Royal Bank of Scotland perderam 66,57%, depois que o banco alertou sobre a possibilidade de prejuízo de 28 bilhões de libras, cerca de US$ 41 bilhões. O humor não melhorou mesmo com o governo britânico anunciando um novo plano de socorro às instituições financeiras. Ao final da sessão, o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, marcava queda de 0,93%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 1,15%.

Segundo o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a formação de preço na Bovespa ficou distorcida nesta segunda-feira por dois motivos. O vencimento de opções sobre ações e o feriado em Wall Street, que deixa de fora do mercado o investidor estrangeiro, principal negociador de ativos.

Bandeira chama atenção para a enorme expectativa com a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Mas a questão é que qualquer medida que venha a ser anunciada não terá efeito imediato. "Medida de política econômica demora a ser aprovada, implementada e para surtir efeito."
No entanto, o diretor acredita que o mercado deve respirar aliviado com o final de um governo norte-americano "muito ruim", e Obama começa com uma trégua de seis a nove meses para ser testado.

Ainda de acordo com Bandeira, a idéia é de que o humor dos agentes melhore um pouco, mas o ponto principal é o aparecimento de algum sinal e melhora na economia norte-americana. "Tem que melhorar lá fora primeiro para depois o mercado tomar fôlego por aqui."
No âmbito corporativo, o diretor da Ágora chama atenção para os papéis dos bancos, que ficaram descolados dos pares externos garantindo variação positiva. Itaú PN ganhou 1,46%, para R$ 24,30, Bradesco PN subiu 0,14%, a R$ 21,23, e Banco do Brasil ON fechou com valorização de 0,27%, para R$ 14,44.

Puxando as perdas, o papel PN da Petrobras acompanhou o preço do petróleo e caiu 1,85%, para R$ 23,83. O papel PNA da Vale ensaiou alta algumas vezes, mas fechou com baixa de 0,78%, a R$ 26,39.

Entre as siderúrgicas, o papel ON CSN subiu 1,01%, para R$ 35,86, destoando dos pares. Usiminas PN caiu 0,63%, para R$ 29,75, e Gerdau PN recuou 1,63%, a R$ 16,80.

Com a maior queda dentro do Ibovespa, Vivo PN se desvalorizou 6,08%, para R$ 31,65. Relatório externo recomenda cautela como setor de telefonia móvel. A companheira de setor TIM Participações PN cedeu 3,21%, para R$ 3,01. A Ativa Corretora tem recomendação de compra para os dois papéis.

Ainda na ponta vendedora, VCP PN recuou 5,99%, para R$ 16,16, e Lojas Renner ON perdeu 5,77%, fechando a R$ 16,80.

Fora do índice, destaque para as ações da Telebrás, que ganharam destaque em meio as discussões no governo sobre possibilidade de retomar as operações da companhia. O papel ON subiu 21,62%, para R$ 0,45, e o PN ganhou 19,35%, para R$ 0,37.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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