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Bovespa caiu pelo terceiro dia e dólar se aproximou de R$ 2,30 ontem

SÃO PAULO - A quarta-feira começou com ares de recuperação para os mercados brasileiros, mas a instabilidade do período da tarde resultou em desvalorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e alta no preço do dólar. Com outra dinâmica, os juros futuros encerraram em queda, depois de acumular prêmios por dois dias.

Valor Online |

Em Wall Street, a fraca agenda de indicadores fez com que o foco dos agentes permanecesse sobre Washington, onde presidentes de grandes bancos e o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, foram responder perguntas de congressistas.

Os presidentes de bancos e Geithner enfrentaram legisladores pouco amigáveis, relatando a pressão de seus eleitores sobre como estão sendo utilizados os bilhões de dólares destinados ao setor.

Os executivos de bancos como Citigroup e Goldman Sachs apontaram que estão utilizando os recursos para aumentar a carteira de empréstimos. Também afirmam que não pediram o dinheiro que receberam em outubro e que planejam devolver esses dólares.

Já o secretário americano do Tesouro disse que o departamento continua explorando estruturas para novos programas e comprometeu-se a trabalhar com os legisladores para acertar especificidades.

Geithner também afirmou que pode conviver com a decepção do mercado com o novo plano de resgate para o setor financeiro, pois apressar a divulgação dos detalhes poderia ser pior.

Ainda em Washington, os congressistas fecharam um acordo que deve agilizar as novas votações necessárias para a aprovação final do pacote de estímulo à economia, que teve o valor alterado para US$ 789 bilhões. Se tudo correr como o esperado, dentro de alguns dias o presidente Barack Obama deve sancionar a projeto.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), o Dow Jones oscilou entre ganhos e perdas até fechar com valorização de 0,64%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,38%.

De volta ao mercado interno, a queda no preço das commodities acabou determinando o rumo da Bovespa, que chegou a subir 2% e bater os 42 mil pontos. Com Petrobras, Vale e siderúrgicas em baixa, o Ibovespa caiu 0,88%, para 40.845 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,72 bilhões, baixo em comparação com outros dias.

No mercado de câmbio, compras no final do pregão puxaram a moeda para R$ 2,29 no fechamento, o que representa elevação de 0,26% sobre o fechamento da terça-feira. Na mínima, a moeda tinha chegado a R$ 2,263, depois de ultrapassar R$ 2,30 no começo dos negócios.

Já na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa também subiu 0,26%, mas fechou a R$ 2,289. O giro financeiro somou US$ 214 milhões.

A instabilidade externa cessou o desmanche de posições compradas (apostas contra o real) pelos investidores estrangeiros, movimento que respondeu por grande parte da queda na semana passada.

Mesmo com o dia instável, o Banco Central (BC) não atuou no mercado à vista. A autoridade monetária fez leilão com contrapartida no financiamento de exportações. Os bancos tomaram todo US$ 1 bilhão ofertado. Esse tipo de intervenção não tem efeito na formação de taxa nem nas reservas da instituição, pois os dólares são recomprados pelo BC.

Ainda no câmbio, o BC apontou que o fluxo cambial estava positivo em US$ 345 milhões no acumulado do mês até o dia 6.

Os contratos de juros futuros devolveram parte dos prêmios acumulados nas últimas duas sessões, quando dados de inflação acima do esperado estimularam uma realização de lucros.

Apesar de IPCA de janeiro e primeira prévia de IGP-M acima do esperado, a visão é de que a autoridade monetária segue com os cortes acentuados de juros.

Ao fim do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,01 ponto, a 11,12%. Janeiro 2011 ficou estável a 11,56%, e janeiro 2012 apontava 11,90%, baixa de 0,06 ponto.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,01 ponto, para 12,64%. O contrato para abril também recuou 0,01 ponto, a 12,276. E julho de 2009 perdeu 0,02 ponto, projetando 11,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 388.350 contratos, equivalentes a R$ 34,74 bilhões (US$ 15,42 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 166.180 contratos, equivalentes a R$ 15,15 bilhões (US$ 6,72 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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