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Bovespa caiu ontem, mas segurou os 35 mil pontos; Dólar foi a R$ 2,536

SÃO PAULO - A quinta-feira acabou de forma negativa para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou, mas não resistiu à instabilidade externa.

Valor Online |

O dólar bateu nova máxima acima de R$ 2,5 e o sexto pregão seguido de alta. Com outra dinâmica, os juros futuros voltaram a apontar para baixo, com a expectativa de juros menores ganhando força depois da divulgação de novos indicadores apontando menor crescimento da economia.

No mercado externo, o pregão foi bastante instável tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. No mercado europeu o foco estava voltado para os bancos centrais que anunciaram cortes nas taxas de juros.

Em linha com o esperado, o Banco da Inglaterra (BoE) cortou a taxa em 1 ponto percentual, para 2% ao ano. O Banco Central Europeu (BCE) também reduziu o custo do dinheiro na zona do euro, de 3,25%, para 2,5% ao ano. Em entrevista, o presidente o BCE, Jean-Claude Trichet, disse que os preços caíram bastante desde julho. Ele também estimou que o crescimento de 2009 deve oscilar entre menos 1% e a estabilidade.

Em Wall Street, os dados econômicos do dia foram divergentes, com a redução nos pedidos por seguro desemprego ofuscada pela queda de 5,1% nas encomendas à indústria. Também pesou sobre o humor do investidor o anúncio de demissão na AT & T e DuPont.

Mas o assunto do dia foi o setor automotivo. Os dirigentes da Ford, General Motors (GM) e Chrysler voltaram a Washington para tentar convencer os congressistas a emprestar US$ 34 bilhões ao setor.

Depois de operar próximo da estabilidade durante grande parte do pregão as compras se acentuaram na hora final de negócios, resultando em uma queda de 2,51% para o Dow Jones. A bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 3,14%.

Por aqui, a Bovespa resistiu bem à instabilidade externa, mas no ajuste final da sessão a desvalorização nas ações da Petrobras e da Vale determinaram uma queda de 0,48% para o Ibovespa, que apontava 35.127 pontos. O giro financeiro foi baixo, R$ 2,62 bilhões.

No câmbio, o pregão foi bastante instável, com a moeda disparando para cima dos R$ 2,50 logo no começo da sessão, pouco depois as vendas perderam força e o dólar caiu a R$ 2,461, mas no fim dos negócios a procura pela divisa estrangeira voltou a aumentar.

A moeda teve alta de 2,46%, negociada a R$ 2,534 na compra e R$ 2,536 na venda, preço não registrado desde 28 de abril de 2005. A divisa já acumula alta de 9,54% na primeira semana de dezembro.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa fechou com valorização de 1,33%, a R$ 2,507. O giro financeiro somou US$ 260 milhões. No interbancário, o movimento foi de US$ 1,67 bilhão, cerca de 25% menor que o observado na quarta-feira.

A valorização é atribuída à maior remessa de dólares para o mercado externo, como evidenciado pelo fluxo cambial de novembro, que ficou negativo em US$ 7,15 bilhões.

No entanto, observando os dados mais atentamente, o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, chama atenção não para o fluxo negativo, mas para o fato de que tanto as entradas quanto as saídas na conta financeira foram bem mais tímidas durante o mês de novembro.

No mês passado, as entradas na conta financeira somaram US$ 18,69 bilhões, contra uma média mensal de US$ 36,71 bilhões entre janeiro e outubro. No outro lado, as saídas financeiras totalizaram US$ 28,98 bilhões, também menor do que a média janeiro-outubro, de US$ 39,94 bilhões. Segundo Daud, a idéia de que os investidores estão tirando mais dinheiro do Brasil é equivocada, pois tanto as retiradas quanto as entradas caíram acentuadamente em novembro quando comprada com outros meses.

Em uma atitude pouco usual, o BC ofertou contratos de swap depois que as negociações no mercado à vista já tinham encerrado. Às 16h51, a autoridade monetária anunciou que acolheria propostas das 17h às 17h15 para um lote de 10 mil contratos de swap cambial com ajuste periódico.

Os agentes tomaram 6.320 contratos, todos com vencimento para fevereiro de 2009. A cotação mínima foi de 99,5425, a taxa nominal foi de 2,9171% e a linear, de 2,804%. A operação movimentou US$ 314,6 milhões.

O mercado de juros futuros reforçou a aposta de queda na taxa Selic depois que a Anfavea apontou que a produção de veículos caiu 34% em novembro em comparação com outubro, maior queda mensal desde 1990. Contribuindo para a idéia de forte desaceleração, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou que o nível de utilização da capacidade instalada caiu de 83,4% em setembro para 82,9% em outubro, em termos dessazonalizados.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava queda de 0,13 ponto percentual, para 13,70%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,10 ponto, para 14,13%. E janeiro 2012 apontava 14,12%, também desvalorização de 0,10 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava baixa de 0,03 ponto, para 13,52%. Julho de 2009 caía 0,14 ponto, projetando 13,69%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 350.620 contratos, equivalentes a R$ 30,45 bilhões (US$ 12,57 bilhões), montante 31% menos que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 147.625 contratos, equivalentes a R$ 12,68 bilhões (US$ 5,31 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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