Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa caiu na sexta-feira, mas garantiu alta na semana; Dólar recuou

SÃO PAULO - A sexta-feira foi de instabilidade nos mercados brasileiros. Seguindo o sinal externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou em território negativo.

Valor Online |

Em dia de pouca liquidez, o dólar oscilou bastante, mas fechou em baixa ante o real. E com dinâmica própria, os juros futuros seguiram perdendo valor, projetando corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic na semana que vem.

O evento do dia foi o relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano. A primeira reação à perda de 524 mil postos de trabalho em dezembro foi positiva, pois algumas previsões apontavam para o fechamento de até 700 mil vagas. Mas pouco depois o bom senso falou mais alto já que a economia dos EUA perdeu mais de 2,5 milhões de empregos em 2008, pior resultado desde 1945. Cabe lembrar também que os dados do Departamento de Trabalho são constantemente revisados, portanto números piores ou melhores ainda podem aparecer.

No final da tarde, quando o pregão já tinha encerrado por aqui, o setor financeiro norte-americano entrou em ebulição, com notícias sobre a saída de Robert Rubin da presidência do Citigroup e indicações de que o Citi estaria negociando uma fusão de sua corretora com a do Morgan Stanley.

As notícias não ajudaram em nada o desempenho dos índices em Wall Street. O Dow Jones encerrou com perda de 1,67%, enquanto o Nasdaq caiu 2,81%.

Por aqui, o Ibovespa fechou com baixa de 0,97%, aos 41.582 pontos, com giro financeiro em R$ 3,68 bilhões. Apesar da baixa, o índice fechou a semana com valorização acumulada de 3,3%, e no ano, o ganho passa de 10%.

O ponto positivo da semana foi o indício de dinheiro externo em busca de papéis brasileiro. Entre o dia 2 e o dia 6 de janeiro, o saldo de negociação dos não residentes estava positivo em R$ 960 milhões. Segundo especialista de mercado, alguns gestores estão apostando que o preço das ações, principalmente as relacionadas às commodities já caiu de mais, e estão montando algumas posições.

No mercado de dólar, o baixo volume de negócios distorceu a formação da taxa. Menos de US$ 600 milhões foram negociados no interbancário. Em dia considerado fraco, o giro costuma superar US$ 1 bilhão.

Mas o tom geral da semana, segundo o Mário Batistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, foi de redução das apostas contra o real no mercado futuro.

Tomando como base o preço de fechamento do dólar para fevereiro na sexta-feira, a divisa pode ter novo dia de baixa contra o real hoje.

Ao final do pregão o dólar era negociado a R$ 2,27 na compra e R$ 2,272 na venda, queda de 0,87%. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve queda de 0,39%, fechando a R$ 2,271. O giro financeiro somou US$ 109,25 milhões, menos da metade do observado na quinta-feira.

Segundo os analistas de mercado, o cenário está ideal para o Banco Central promover uma seqüência de corte de juros. A atividade tem forte contração e a inflação vai no mesmo caminho, recuando tanto no atacado quanto no varejo. Os analistas se dividem entre corte de 0,5 ponto a 0,75 ponto percentual na Selic, que vale 13,75% ao ano.

Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,28%, abaixo do esperado pelo mercado e menor que a inflação de 0,36% de novembro. Com isso, o IPCA fechou 2008 em 5,9%, acima do centro da meta, de 4,5%, mas abaixo do teto, de 6,5%.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava baixa de 0,25 ponto percentual, para 11,61%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,33 ponto, a 11,63%, e janeiro 2012 apontava 11,76%, queda de 0,34 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,05 ponto percentual, para 13,09%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,13 ponto, projetando 12,30% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 536.860 contratos, equivalentes a R$ 47,67 bilhões (US$ 21,02 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 239.560 contratos, equivalentes a R$ 21,51 bilhões (US$ 9,48 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG