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Bovespa caiu 3,87% e dólar avançou 1,48% em dia de baixa liquidez

SÃO PAULO - A baixa liquidez, a queda dos preços das commodities e o humor comprometido ainda pela cautela dos agentes em relação à economia global deram o tom dos negócios ontem no mercado doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu quase 4% e o dólar avançou mais de 1% em dia de poucos negócios.

Valor Online |

O Ibovespa fechou aos 37.618 pontos, em queda de 3,87%. O volume financeiro movimentado ficou praticamente na metade da média recente, em R$ 2,521 bilhões.

Na abertura dos negócios, o índice chegou a operar no azul, mas o sinal não se sustentou após o início das atividades em baixa em Nova York e o parco volume de negócios acabou ampliando a variação de queda na bolsa brasileira.

Lá fora, os agentes ficaram especialmente pessimistas com a previsão de prejuízo neste ano por parte da montadora Toyota. Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, destacou também a forte queda dos preços do petróleo, que atinge diretamente os papéis da Petrobras.

No grupo de pesos pesados no índice, Petrobras PN teve desvalorização de 5,18%, negociado a R$ 22, e Vale PNA cedeu 4,40%, para R$ 24,07. Perda de 5,49% para o ativo PNA da Usiminas, que fechou valendo R$ 26,74.

No segmento cambial, o volume restrito de negócios teve efeito significativo e dificultou a análise de trajetória. Agentes de mercado ponderam que a baixa do petróleo contribuiu para o movimento, assim como a queda do dólar em relação ao euro.

Na roda de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o dólar com vencimento em dois dias (D+2) não foi negociado, pois não haverá liquidação na quarta-feira, véspera de Natal. Assim, o dólar com vencimento em um dia (D+1) fechou cotado a R$ 2,3985, com baixa de 1,49% em relação ao pregão anterior e giro financeiro de US$ 71 milhões.

Com sinal inverso, o dólar comercial fechou com apreciação de 1,48%, cotado a R$ 2,393 para a compra e R$ 2,395 para a venda. Na máxima do dia, a divisa chegou a valer R$ 2,4170, forte variação em relação à mínima do dia, de R$ 2,35.

Com o contrato de dois dias fora de negociação, os agentes ponderam que a maior parte dos negócios acabou se concentrando mesmo na última sexta-feira. Com o giro pequeno, a cotação da moeda ficou vulnerável a parcas negociações, com tendência compradora.

O único movimento fundamentado ontem veio dos Depósitos Interbancários (DIs) negociados na BM & F, que fecharam em queda devido à sinalização de futura redução de juro verificada no Relatório Trimestral de Inflação e nas revisões do Boletim Focus.

Rodrigo Nassar, analista da Hencorp Commcor Corretora, afirma que um dos dados relevantes revisados pelo Focus foi a redução da estimativa para a inflação acumulada em 12 meses, que caiu pela terceira semana consecutiva. Nesta edição a previsão de alta para o IPCA no período em análise é de 5,04%, ante 5,21% apurados no relatório antecedente.

Para Flávio Serrano, economista sênior do BES, o Relatório de Inflação deixou clara a perspectiva do Banco Central (BC) de desaceleração do crescimento, com alta de PIB projetada a 3,2% em 2009, e previsão de inflação oficial em 2009 bem próxima do centro da meta, em 4,7%.

Segundo Serrano, com a inflação convergindo para a meta no ano que vem mesmo com o dólar mais valorizado, o mercado entende que o BC terá que corrigir a Selic já em janeiro, em função da desaceleração rápida e forte da atividade gerada pela crise internacional.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, cedeu 0,10 ponto percentual, a 12,27% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou em queda de 0,16 ponto percentual, a 12,57%. Janeiro de 2012 projetou 12,81%, recuo de 0,17 ponto percentual.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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