Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa caiu 3,85% ontem; dólar cedeu 1,34% com ajuda do BC

SÃO PAULO - Os mercados financeiros continuaram impacientes nessa quarta-feira, apesar do corte coordenado de juros feito por bancos centrais das economias desenvolvidas, incluindo Estados Unidos, Europa e Inglaterra, que reduziram emergencialmente o custo do dinheiro em 0,5 ponto percentual. A volatilidade foi grande nas bolsas de valores, com os índices testando altos e baixos, mas, no fim do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou as perdas em Wall Street e tombou abaixo de 40 mil pontos, retomando patamares de dois anos atrás. No segmento cambial, intervenções contundentes do Banco Central (BC), com três vendas de dólar à vista e leilão de swap cambial, colaboraram para que a moeda americana fechasse em baixa ante o real. Ao fim do pregão, o Ibovespa diminuiu 3,85%, para 38.593 pontos, o menor patamar desde 11 de outubro de 2006 (38.

Valor Online |

322 pontos). O giro financeiro foi de R$ 7,401 bilhões. Depois de ceder mais de 6% no início dos negócios, o Ibovespa diminuiu o ritmo de perdas e chegou a operar no azul por um tempo, mas inverteu completamente na reta final dos negócios. O mesmo se deu em Nova York, onde o Dow Jones caiu 2%, o Standard & Poor´s 500 recuou 1,13% e o Nasdaq cedeu 0,83%.

Logo ced,o o Federal Reserve (Fed) anunciou redução da taxa de juro dos Estados Unidos de 2% para 1,5%. Outros bancos centrais do mundo, como o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra, tomaram a mesma medida. O BCE cortou o custo do dinheiro de 4,25% para 3,75% e a autoridade monetária britânica diminuiu de 5% para 4,5%.

A ação foi acompanhada também pelo Banco do Canadá, o BC da Suécia e o Banco Nacional Suíço. A decisão foi muito bem recebida por analistas, mas não se revelou suficiente para debelar o pessimismo dos investidores.

" O que se discute hoje não é o custo do dinheiro e sim a confiança. Antigamente um custo mais baixo resultava em aumento do crédito, mas hoje a determinação dos bancos é não emprestar devido às grandes perdas que tiveram " , diz André Simões Cardoso, gestor de fundo de renda variável da Modal Asset Management.

O dólar comercial, que chegou a subir mais de 7%, para R$ 2,48, fechou a R$ 2,278 na compra e a R$ 2,280 para a venda, com baixa de 1,34%. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com queda de 1,38%, valendo R$ 2,28. O volume financeiro somou US$ 202,7 milhões.

Depois de mais de cinco anos sem vender dólar diretamente no mercado à vista, o BC fez três leilões pela manhã com taxas de R$ 2,4485, R$ 2,37 e R$ 2,3560, respectivamente. O objetivo foi dar liquidez ao mercado, mas o montante das colocações não foi revelado. Mais tarde, a autoridade monetária também executou um leilão de swap e, sem colocar todos os contratos, a operação movimentou US$ 1,3 bilhão.

No mercado de balcão, o giro interbancário ficou bem acima da média dos últimos dias, de US$ 2 bilhões, e alcançou cerca de US$ 4,6 bilhões no final dos negócios. Nesse total, não entra a operação de swap cambial. Agentes de mercado comentavam que o BC vendeu mais de U$ 1 bilhão nos três leilões de moeda à vista.

Analistas acreditam que a demanda por moeda é grande, não só por parte de estrangeiros liquidando posições para abandonar ativos locais, mas também por parte de empresas compromissadas em dólar.

Com disputa tão grande, a expectativa é de que o BC tenha de atuar algumas vezes por dia durante vários pregões para dar conta da demanda. Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, acredita que a autoridade monetária poderá ter que ofertar mais de US$ 50 bilhões nos próximos dias para reequilibrar as pontas de venda e de compra de divisa.

Os contratos de juros longos negociados na BM & F descolaram do dólar e fecharam em alta, corrigidos pela persistência do pessimismo local e internacional.

O DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, teve alta de 0,05 ponto percentual, a 14,91% ao ano. O de janeiro de 2011 subiu 0,14 ponto percentual, a 15,30%, e o contrato de janeiro de 2012 projetou 15,50% ao ano, ganho de 0,25 ponto percentual ante o pregão anterior. O risco país também subiu 8,42%, para 438 pontos.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG