Pelo segundo pregão consecutivo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou com perdas substanciais, ainda em decorrência das incertezas que cercam a aprovação do socorro bilionário anunciado pelo governo norte-americano ao sistema financeiro. A defesa do pacote feita hoje no Congresso dos EUA pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, não dizimou as dúvidas, embora tenha contribuído para uma recuperação do dólar no mercado global de moedas.

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Com isso, os preços das matérias-primas (commodities) acabaram caindo e serviram de peso extra de baixa à Bolsa brasileira, na qual têm grande influência. O Ibovespa fechou o pregão em queda de 3,78%, aos 49.593 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 49.289 pontos (-4,37%) e a máxima de 51.856 pontos (+0,61%). No mês, o Ibovespa acumula perda de 10,93% e, no ano, de -22,37%. O volume de negócios totalizou R$ 5,35 bilhões.

As atenções de hoje estavam totalmente voltadas para os depoimentos de Bernanke e Paulson, no Congresso americano, onde eles se revezaram em pedir que os parlamentares aprovem rapidamente a ajuda de US$ 700 bilhões proposta no final de semana. Segundo Paulson, é preciso passar rapidamente o texto, sem atrasos com cláusulas que "não estão relacionadas ou que não tenham amplo apoio". Ele ainda pediu uma 'forte supervisão' para o plano do governo dos EUA, que é justamente um dos pontos defendidos pelos congressistas.

Apesar dos apelos, o efeito não foi exatamente o previsto, já que os analistas consideraram as declarações um pouco pessimistas, principalmente quando Bernanke instou os congressistas a aprovarem logo o pacote alegando que a economia dos EUA e seus mercados financeiros enfrentarão sérios riscos caso isso não ocorra. Para Bernanke, a ação é necessária para estabilizar os mercados, de modo a minimizar os efeitos sobre a economia.

Dólar

O dólar fechou em forte alta nesta terça-feira, seguindo o mau-humor dos principais mercados acionários que refletiam as incertezas dos investidores com o pacote de ajuda do governo norte-americano. A moeda norte-americana subiu 2,06%, a R$ 1,829. A divisa voltou a subir após recuar nas duas últimas sessões.

Na máxima da sessão, o dólar chegou a saltar mais de 3% refletindo a tensão sobre a disputa no Congresso dos EUA sobre o plano de socorro. A moeda americana já acumula uma alta de 12,07% no mês de setembro.

(Com informações da Agência Estado e Reuters)

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