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Bovespa cai pelo quarto dia e já perde 5,2% na semana

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marca o quarto pregão seguido de baixa e já acumula perda de 5,27% na semana. O índice chegou a ensaiar alta, mas o fluxo vendedor em Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos provocou queda de 0,84% para o Ibovespa, que fechou 40.500 aos pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,66 bilhões.

Redação com Valor Online |

 

Segundo o assessor investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, os investidores continuam embolsando os ganhos da semana passada apoiados no cenário externo negativo.

Em Wall Street, a desconfiança quanto à eficácia dos planos para o setor financeiro e para a economia segura os agentes na ponta vendedora. Por volta das 18 horas, o Dow Jones perdia 2,53%, enquanto o Nasdaq recuava 1,57%.

De acordo com o assessor, a aprovação do pacote de US$ 789 bilhões para a economia e as novas medidas para revitalizar o setor financeiro não tiram o mercado do compasso de espera.

Do lado financeiro, explica Monteiro, o projeto apresentado pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, não sanou o principal problema do setor, que é precificar os ativos podres que estão na carteira dos bancos. "Enquanto não soubermos o tamanho desses ativos tóxicos, a crise de confiança continuará existindo."

Voltando o foco para o papel da Vale, o especialista aponta que fluxo de venda não causa surpresa. Basta lembrar que o ativo PNA ganhou quase 16% na semana passada, acumulando alta superior a 30% no ano. " Que aplicação rende isso? " , questiona.

Parte das vendas de hoje também é atribuída ao investimento de US$ 19,5 bilhões que a chinesa Chinalco fez na Rio Tinto. A interpretação no mercado é que com tal aporte, os chineses ganharam força nas negociações para acertar o preço do minério de ferro.

A ação PNA da Vale liderou o volume negociado, caindo 1,61%, para R$ 29,80. O ativo ON cedeu 1,88%, para R$ 34,81. Depois de ensaiar alta, Petrobras PN fechou o dia a R$ 26,79, queda de 0,40%.

As siderúrgicas, que também subiram forte na semana passada, continuaram perdendo valor. CSN ON caiu 3,20%, para R$ 35,60, Gerdau PN recuou 2,95%, para R$ 15,45, e Usiminas PNA desvalorizava 1,63%, saindo a R$ 28,20.

Em linha com os pares externos, os bancos continuam perdendo valor. Bradesco PN apontou queda de 2,76%, para R$ 21,82, e Itaú PN perdeu 0,89%, para R$ 24,48.

Na ponta compradora, Cesp PNB segue com destaque, continuam circulando rumores de retomada na privatização. O ativo subiu 4,97%, para R$ 14,55. Bom desempenho também para as ações da Brasil Telecom e Telemar. Brasil Telecom SA PN ganhou 4,83%, para R$ 11,70, Telemar PN subiu 4,05%, a R$ 28,50. BrT Part PN e Telemar ON também subiram mais de 4% cada.

Fora do índice, o papel PN do Paraná Banco disparou 10,14%, para 3,69. E o ativo ON da Abyara subiu 5,07%, a R$ 2,07, em meio a rumor de compra da companhia por investidor espanhol.

Dólar

Em meio às incertezas que ainda cercam o pacote de estímulo econômico dos Estados Unidos, o dólar fechou estável frente ao real nesta quinta-feira. A moeda norte-americana encerrou o dia valendo R$ 2,290, depois de ter se mostrado volátil durante todo o dia em consonância com o mercado externo.

"O dólar está oscilando em função do fluxo do dia-a-dia, obviamente com relação ao pacote discutido nos Estados Unidos", afirmou Paulo Fujisaki, analista de mercado da Corretora Socopa.

Negociadores do Senado e da Câmara dos Estados Unidos adiaram na quarta-feira um encontro marcado para aprovar o pacote de estímulo econômico de US$ 789 bilhões, já acertado entre as duas Casas.

Segundo assessores do Congresso, é mais provável que o pacote seja levado a votação na sexta-feira para dar mais tempo para que o assunto seja revisado pelos parlamentares.

Ainda segundo Fujisaki, a divisa norte-americana tende a estabilizar-se perto dos patamares atuais.

"Não existe uma expectativa de que (o dólar) volte a cair ao patamar do ano passado. O parâmetro mudou, é outro", ponderou, referindo-se ao nível de R$ 1,50 que chegou a ser registrado no início de agosto, antes da piora da crise externa.

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