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Bovespa cai mais de 5% e sinaliza dia dramático

A queda de mais de 9% do índice Bovespa futuro com vencimento este mês no pregão GTS da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) esta manhã, reflete uma onda de ordens de vendas para suspensão de prejuízo (stop loss) no pré-mercado doméstico, sinalizando um dia dramático para o mercado brasileiro de ações. Se cair 8% hoje, o índice à vista vai retroceder ao nível dos 41 mil pontos, o que deverá significar uma queda de 44,5% em relação à máxima do ano, de 73.

Agência Estado |

920 pontos, registrado pelo Ibovespa no dia 29 de maio.

Às 10h10 (de Brasília), o Ibovespa recuava 5,62%, a 42.014 pontos, na mínima do dia até o momento. No mesmo horário, as ações preferenciais (PN) da Petrobras cediam 9,19%, após cair mais de 10%; os papéis PN classe A da Vale caíam 10,57% e as ações ordinárias (ON) da BM&FBovespa despencavam 10,48%

Nas mesas, o clima esta manhã é de muita tensão, com os operadores trabalhando com a possibilidade de a Bolsa ter de ativar novamente o circuit breaker, como aconteceu há exatamente uma semana. O mecanismo é utilizado pela Bovespa para permitir que, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado. "O mercado está procurando o fundo do poço", disse um analista. Aqui, o dólar já sobe 5% ante o real e os juros futuros operam em alta expressiva.

Para qualquer direção que se olha esta manhã, o cenário é de terra arrasada. Na Europa, para onde a crise se alastrou em toda a sua intensidade, as bolsas caem cerca de 5%. As preocupações na região aprofundaram-se depois que os ministros de Finanças da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) não conseguiram chegar a um consenso no fim de semana sobre como reagir aos problemas do setor. "O sistema bancário não funciona mais. Está quebrado. Os bancos estão entrando num período de recessão sem capital e o banco central é o único credor a recorrer. As pessoas estão com dúvida sobre o que fazer", disse o analista de ações européias da Standard and Poor’s Robert Quinn. As perdas no setor financeiro na Europa são generalizadas.

Influenciados pelas perdas fortíssimas no mercado europeu, os índices futuros de ações americanos caem em torno de 2%, enquanto os mercados de crédito não são destravados pela aprovação do plano de socorro nos Estados Unidos. "O mercado está assustado porque acha que os bancos centrais europeus sabem de alguma coisa que o mercado não sabe", disse um operador. "Em que balanço estará escondido o buraco que a gente não está vendo", questiona a mesmo fonte.

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