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Bovespa cai mais de 5% com temor global de recessão

O recrudescimento dos temores de recessão está jogando para baixo as bolsas ao redor do mundo. O índice Bovespa abriu em queda forte, de mais de 5%, replicando o que acontece no exterior e o tombo do preço das matérias-primas (commodities).

Agência Estado |

As perdas nos mercados asiáticos - todos fecharam em baixa acentuada - se propagam pela Europa, onde as bolsas registram baixas superiores a 3% e pelos EUA. O S&P 500 futuro operava em queda de 3,06% e o Nasdaq futuro recuava 1,57% por volta das 11 horas, estendendo as perdas da véspera e refletindo também o receio de que os balanços a serem divulgados hoje tragam número desapontadores. Várias blue chips, entre elas, AT&T, Boeing, ConocoPhillips, McDonald's, Merck anunciam resultado.

Às 11h11, o Ibovespa operava em queda de 5,25% a 36.995 pontos, na mínima do dia.

"Se mundo vai entrar num recessão mais forte as empresas não terão resultado para mostrar, e aí a economia não consome o que produz e isso alimenta um ciclo vicioso", resumiu um operador. Ele acrescenta que a alta forte do dólar frente ao real também é um fator de pressão na Bolsa.

Já ontem o mercado internacional reagiu mal aos informes de resultados de empresas, voltando a mostrar preocupação com a perspectiva de uma recessão global, após o Banco da Inglaterra ter afirmado que a economia britânica parece estar a caminho da recessão. Hoje, essa preocupação se agravou. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mervyn King, teve razão em dizer que a economia do Reino Unido está prestes a entrar em um período de recessão.

O mercado também não digeriu bem a elevação da taxa básica de juro pelo banco central da Hungria, de 8,5% para 11,5% ao ano, anunciada nesta quarta-feira, movimento que tem como finalidade conter a depreciação da moeda húngara das vendas maciças que vem sofrendo, em conseqüência do forte movimento de desalavancagem de ativos de risco e que tem atingido as moedas emergentes.

Refletindo o medo de recessão, o preço das commodities cai. O petróleo é negociado abaixo de US$ 69 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York, em queda de mais de 4%, puxado pela valorização do dólar diante do euro, movimento que deve perdurar por causa da crescente preocupação com a economia real e o sistema financeiro da zona do euro. As expectativas de aumento dos estoques da commodity nos EUA na semana passada também servem de justificativa para a queda. Analistas aguardam o resultados dos estoques de petróleo e derivados na última semana às 12h35.

As ações preferenciais (PN) da Petrobras caíam 3,68% e as ordinárias (ON) cediam 5,24%. As ações PNA da Vale perdiam 4,32%.

No cenário interno, os investidores aguardam as explicações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ministro Guido Mantega (Fazenda), sobre a Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal a constituir subsidiárias e adquirir não apenas participações, mas também comprar instituições financeiras públicas ou privadas com sede no Brasil.

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